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Artigo

Governo e empresas estão fazendo uso correto das ONGs?

Reinaldo Dias (*)

As teorias administrativas atuais apontam que as organizações devem manter foco no seu “core business”

A resposta a esta questão só pode ser sim, por um motivo muito simples: as ONGs (Organizações Não Governamentais) são entidades que apresentam uma característica única, ou seja, tem um foco específico de interesse o que as torna excelentes do ponto de vista de domínio sobre determinado tema. Hoje, tanto o Estado quanto o setor privado não podem prescindir de parcerias com o terceiro setor, principalmente em áreas como saúde, educação, assistência social, entre outras.

O Estado atualmente tem que dar conta de uma sociedade muito complexa, com problemas novos a serem enfrentados e para os quais não tem estrutura suficiente. A opção de transferir responsabilidades às ONGs não só é uma alternativa válida, como em muitos casos é a única. Na área da saúde, que é onde as parcerias ONGs-Estado mais avançam, há uma teia significativa de ações compartilhadas formando-se novos arranjos institucionais que apontam para uma sociedade mais participativa no enfrentamento de questões públicas.

Assim, as ONGs cada vez mais prestam um serviço público sem ser Estado, este permanece enfrentando as grandes questões, delegando para a sociedade civil aqueles que podem ser melhor executados por essas entidades. É assim que inúmeras políticas de saúde são operacionalizadas como aquelas que envolvem síndrome de down, hanseníase, tratamento de câncer, entre outros, de importância vital para os envolvidos, transferindo-se responsabilidade assistida às organizações sociais.

No âmbito empresarial, as teorias administrativas atuais apontam que as organizações devem manter foco no seu “core business”, que vem a ser seu negócio central, seu ponto forte, estratégico, transferindo para outras organizações as ações com as quais deve se envolver para realizar com sucesso seu negócio. Nesse aspecto, entre as organizações para as quais as empresas transferem determinadas atuações estão as ONGs, que também apresentam um forte envolvimento com o seu “core business”, pois essas entidades são altamente focadas naquilo para a qual foram formadas e o fazem com muita competência e conhecimento de causa.

Ao mesmo tempo que existem questões para as quais as empresas vêm sendo cada vez mais exigidas, como a responsabilidade social e a proteção do meio ambiente, e que embora tenha que envolver seu negócio de forma integral, existem muitos aspectos para os quais as ONGs estão melhor preparadas e podem obter melhores resultados do que se fossem feitos pela própria empresa.

Problemas tanto num como noutro caso existem. Há utilização incorreta de ONGs no setor público, como casos de desvio de verbas. Isto também ocorre no setor privado, quando entidades do terceiro setor são utilizadas para maquiar a imagem da empresa, mas são casos pontuais e que constituem uma minoria, os quais não pode ser utilizado como argumento para descaracterizar o excelente trabalho exercido por essas organizações na sociedade.

(*) - É professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Campinas, e Mestre em Ciência Política e Doutor em Ciências Sociais pela Unicamp.


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