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Internacional


 

Reprodução

Segundo o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, o Brasil precisa “agir logo” para obter boas condições de negociação com a Europa.

 

MDIC: só falta aprovação política para proposta à União Europeia

O diretor de Negociações Internacionais do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Márcio Luiz Lima, afirmou que já há uma proposta técnica para o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE), mas falta uma “aprovação política”. Em palestra na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Lima defendeu a opção por uma negociação entre os blocos, mas avaliou que o Mercosul precisa acelerar os processos de decisão.

“Nós já temos uma oferta técnica para apresentar à União Europeia, mas isso depende de aprovação política, que não depende da gente”, disse o diretor para uma plateia de empresários durante apresentação no seminário Mercosul: Cenário Atual e Futuro do Bloco. Ele não deu detalhes sobre a proposta elaborada para o acordo comercial entre países latino-americanos e europeus.

Lima também defendeu a política do Mercosul de proibir negociação direta dos Estados membros com outros países. “Solução não é acabar com a união aduaneira, mas rever o processo de decisão. Hoje, ele dura 10 anos. Não pode. O setor privado espera decisões rápidas. Se não imediatas, em até seis meses, e isso já é uma eternidade”, avaliou. “Vamos começar a fazer um esforço para flexibilizar o processo de decisões”, completou.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, havia dito que o Brasil precisava “agir logo” para obter boas condições de negociação com a Europa. O acordo está sem definição há 14 anos. O presidente minimizou o Mercosul e disse que o País é o “ponto mais importante” do acordo. Barroso também avaliou que o Brasil pode perder as melhores condições com o avanço das negociações de um acordo transatlântico entre a Europa e os Estados Unidos.

Para o diretor do MDIC, entretanto, as negociações precisam ser “bem construídas” para serem favoráveis ao Brasil e ao Mercosul. Lima reconheceu que “problemas se devem a fatores conjunturais dos vizinhos”, citando Argentina e Venezuela. Mas ele relativizou a situação. “Isso passa, os políticos passam. Amanhã, o País pode estar no lugar da Argentina” (AE).

 

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