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Economia


 

Divulgação

Ministro da Indústria e Comércio da Índia, Jyotiraditya Scindia.

Manutenção da Selic

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em manter a Selic em 10,75%, em uma espécie de “parada técnica”, deveria ter sido tomada há quatro meses, comprovando que os aumentos de juros foram completamente equivocados. Esse é o entendimento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), amparado, sobretudo, no fato de que o repique inflacionário do primeiro trimestre do ano ficou restrito àquele momento, como havia alertado todo momento a entidade empresarial.

“Na prática, teria sido muito mais adequado não ter promovido aumento da Selic no início do ano. Desde então, o País está gastando uma fábula com juros enquanto a inflação não se move há mais de quatro meses”, afirma o presidente da Fecomercio, Abram Szajman. “Não havia sentido em iniciar um ciclo de elevação de juros se a inflação medida entre janeiro e março não apresentou sinais de que teria combustível para continuar”, acrescenta.

Cai a participação dos Estados Unidos nas exportações

Brasília – Pela primeira vez na história recente do país, os Estados Unidos responderam por menos de 10% das exportações brasileiras. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a participação do mercado norte-americano nas vendas externas brasileiras caiu de 10,2%, de janeiro a agosto de 2009, para 9,9%, nos oito primeiros meses deste ano.

“Não me lembro de outro momento em que as exportações brasileiras para os Estados Unidos ficaram abaixo de 10%”, ressaltou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral. Segundo ele, a queda da participação não ocorreu porque o Brasil passou a vender menos para os Estados Unidos. “As exportações para os Estados Unidos estão se recuperando em 2010, mas as vendas para outros mercados crescem em ritmo mais acelerado”, explicou.

No acumulado do ano, as exportações brasileiras para os Estados Unidos aumentaram 23,8%, passando de US$ 10,04 bilhões, de janeiro a agosto de 2009, para US$ 12,49 bilhões, nos oito primeiros meses de 2010. No mesmo período, as vendas para o Mercosul saltaram 52,9% e, para o Oriente Médio, cresceram 31,9%. Para a China, atualmente o principal parceiro comercial do Brasil, as exportações aumentaram 28,7% neste ano.
Na avaliação de Barral, o Brasil está aproveitando a recuperação econômica para diversificar os destinos comerciais. “Há uma diminuição dos Estados Unidos e da União Europeia como os principais destinos das exportações brasileiras”, afirmou (ABr).

 

Índia quer ampliar acordo tarifário para o comércio com Mercosul

O ministro da Indústria e Comércio da Índia, Jyotiraditya Scindia, afirmou que o governo indiano estuda, junto com os países do Mercosul, a ampliação do acordo sobre tarifas comerciais existente entre o seu país e o bloco sul-americano.

Segundo Scindia, uma nova lista de produtos que podem ser comercializados sob um regime preferencial de tributação deve começar a ser discutida em novembro.

“Queremos aprofundar o acordo com o Mercosul”, afirmou Scindia, em entrevista coletiva concedida na sede da Fiesp. “Equipes de ambos os lados têm se encontrado e nós nos comprometemos a elaborar uma lista de novos produtos que queremos que sejam incluídos no acordo em novembro deste ano”. O ministro participou do Encontro Empresarial Brasil-Índia. No evento, empresários brasileiros e indianos falaram sobre a importância de um acordo de livre comércio entre os países do Mercosul e a Índia. Scindia explicou que o primeiro Acordo de Preferências Tarifárias Fixas entre o bloco e a Índia foi firmado em 2009 já visando à criação de uma área de livre comércio. Atualmente, a importação e a exportação de 452 produtos são beneficiadas pelo compromisso. A intenção é aumentar as categorias de produtos com tributação especial gradativamente. Para o ministro, a ampliação do acordo será estratégica para aumentar as relações comerciais entre os países envolvidos. Estimativas citadas pelo por Scindia apontam que o comércio entre o Mercosul e a Índia deve alcançar a marca dos US$ 17 bilhões (R$ 29,5 bilhões) em 2012 e US$ 30 bilhões (R$ 52 bilhões) em 2030 (ABr).

 

 

 

Divulgação

A redução de impostos para os carros contribuiu na queda.

Produção industrial cresce em regiões
analisadas
Inflação fica estável em agosto

Rio de Janeiro - A produção industrial cresceu, de junho para julho deste ano, em metade das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE. O maior crescimento foi registrado em Goiás – 10,3%. No mês anterior, o estado havia registrado uma queda de 10,7%. Os outros aumentos foram percebidos na Bahia (3,6%), no Rio Grande do Sul (3,3%), na Região Nordeste (1,7%), no Rio de Janeiro (1,1%), em São Paulo (0,5%) e Minas Gerais (0,1%). Em junho, apenas cinco regiões haviam registrado expansão.

Entre os estados que cresceram em julho, somente Minas Gerais teve aumento inferior à média nacional (0,4%). Já os resultados negativos de junho para julho foram registrados no Espírito Santo (-0,2%), Pará (-0,7%), em Pernambuco (-1,2%), no Amazonas (-1,3%), Ceará (-1,5%), Paraná (-2,9%) e em Santa Catarina (-2,9%). Na comparação de julho de 2010 com o mesmo período de 2009, apenas Santa Catarina teve resultado negativo (-0,1%). Já no acumulado do ano e dos últimos 12 meses, todas as 14 regiões tiveram resultado positivo (ABr).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), encerrou o mês de agosto em 0,17%, a mesma taxa registrada em julho. Na comparação com a terceira prévia, houve um decréscimo de 0,04 ponto percentual. O grupo dos alimentos manteve-se em baixa de 0,15%, mas a queda foi inferior à de julho (-0,40%). Em vestuário, o IPC subiu 0,24% no fechamento de agosto, ante uma queda de 0,25%, em julho.

Houve aumento no ritmo de correções no grupo transporte (de 0,25% para 0,35%). Em compensação, o grupo habitação diminuiu a velocidade de alta, passando de 0,37%, em julho, para 0,27%, em agosto. Na mesma base de comparação, o grupo despesas pessoais atingiu 0,08%, ante 0,62% e o de saúde apresentou índice de 0,46%, ante 0,47%. Em educação, a taxa ficou em 0,06%, ante 0,15% (ABr).

 

 

Peso dos impostos diminui para 33,58% do PIB em 2009

Brasília – O peso dos impostos no bolso do cidadão caiu, em 2009, para 33,58% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2008 – quando o Brasil começou a sentir mais fortemente os efeitos da crise apenas no último trimestre – a carga tributária alcançou 34,41% do PIB. Segundo informações divulgadas pela Receita Federal, em 2009, o volume arrecadado com impostos, contribuições e taxas chegou a R$ 1,055 trilhão, contra R$ 1,033 trilhão de 2008.

Na mesma comparação, os tributos que tiveram as maiores variações positivas, em relação ao PIB, foram a contribuição para a Previdência Social, com aumento de 0,35 ponto percentual; a contribuição para o FGTS, com alta de 0,12 ponto percentual; e a Contribuição para a Seguridade Social do Servidor Público, que teve elevação de 0,05 ponto percentual. Por outro lado, devido à crise, a Cofins refletiu na arrecadação negativamente em 0,28 ponto percentual. Nesse item, o destaque foram as importações, que obtiveram variação negativa de 0,16 ponto percentual após a compra de importados pelo país ter diminuído 36,2% no ano passado.

No caso do Importo de Renda, a queda em 2009 foi de 0,32 ponto percentual, ainda sob os efeitos da crise. No Imposto de Renda retido na fonte, o recuo foi de 0,15 ponto percentual. O Imposto de Renda Pessoa Jurídica caiu 0,14 ponto percentual e o Imposto de Renda Pessoa Física, 0,03 ponto percentual. Com a retração da atividade industrial, o IPI sofreu redução de 0,34 ponto percentual. De acordo com a Receita Federal, influenciaram esse item os incentivos para enfrentar a crise concedidos pelo governo, como a redução de impostos para os carros, produtos da linha branca (como geladeiras e fogões) e da construção civil (ABr).

 

 

Atividade do comércio avançou 0,3%

O Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio cresceu 0,3% em agosto em relação ao mês anterior (julho/10), já descontadas as influências sazonais. Foi a quarta alta mensal consecutiva do movimento varejista, sinalizando que o consumo voltou a se acelerar no terceiro trimestre de 2010 após um segundo trimestre mais fraco.
O resultado positivo do mês de agosto foi puxado pela alta de 1,0% no movimento do setor de material de construção, seguido pela elevação de 0,6% observada no segmento de móveis, eletroeletrônicos e informática. Na direção contrária pesou negativamente, em agosto, o recuo de 1,3% da atividade varejista do setor de veículos, motos e peças, após a forte elevação observada em julho (5,3% frente a junho/10, livre das influências sazonais). Os demais setores varejistas também evoluíram muito próximos da estabilidade, com variações mensais oscilando entre -0,1% e 0,1%.

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