
Ministro da Agricultura,
Reinhold Stephanes.
Inflação semanal sobe em seis das sete capitais pesquisadas
Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) subiu em seis das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na primeira prévia de março. De acordo com dados divulgados ontem (9) pela instituição, apenas em Salvador os preços registraram elevação menos intensa. Na capital baiana, o IPC-S passou de 0,46% para 0,42%.
Segundo a FGV, a alta mais forte foi observada em Recife (de 0,30% para 0,74%). Em seguida vêm o Rio de Janeiro (de 0,76% para 1,14%) e Porto Alegre (de 1,03% para 1,37%). Também houve elevação em São Paulo (de 0,71% para 0,81%), capital com maior peso na formação do índice global, Belo Horizonte (de 0,61% para 0,85%) e Brasília (de 0,35% para 0,40%).
O IPC-S de 7 de março ficou em 0,88%. O resultado, 0,20 ponto percentual superior à taxa divulgada na última apuração (0,68%), foi pressionado principalmente pelos alimentos, que tiveram alta de 1,95% no período, depois de terem subido 1,16%. De acordo com o levantamento, o destaque ficou por conta de hortaliças e legumes (de 4,55% para 8,19%), que responderam por mais de 50% da variação dessa classe de despesa (ABr).
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Falar em aumento do pãozinho
é terrorismo”, diz Stephanes
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que “estão fazendo terrorismo” os que falam que o preço do pão vai aumentar por causa da sobretaxa que o país pode aplicar à importação do trigo americano.
A OMC autorizou o país a tomar essa medida como forma de retaliação à prática do governo dos Estados Unidos de pagar subsídios aos produtores de algodão. “Já tem gente querendo ganhar dinheiro à custa de uma determinada situação”, comentou Stephanes em entrevista coletiva para apresentar o sexto levantamento da safra de grãos 2009/2010.
Segundo ele, esse tipo de especulação ocorre porque apenas cinco grandes grupos de moinhos controlam toda a comercialização de trigo no país e sempre pressionam o governo para reduzir a tarifa de importação, embora não aceitem abrir seus estoques. “Numa reunião, eles pediram a importação com tarifa zero com o argumento de que o preço do pão aumentaria 36% se não fossem atendidos. Eu disse que aceitava, se eles aceitassem abrir os estoques, mas eles não aceitaram. Não os atendemos e o preço não subiu. Eles acham que não sabemos fazer cálculo”, afirmou.
Segundo Stephanes, apenas 5% do trigo comercializado no país são importados dos Estados Unidos. Além disso, ele ressaltou que o preço do cereal interfere pouco no preço do pão. “Tem que se considerar que o custo do trigo no pãozinho varia de 10% a 16%. Então, como a restrição de 5% da importação implicaria aumento de 16% no preço? Isso não tem lógica nenhuma. É terrorismo”, afirmou.O ministro mostrou aos jornalistas um gráfico com a variação do preço do trigo e do pão francês nos últimos três anos, no qual o primeiro sofreu variação de R$ 750 por tonelada em 2007 para menos de R$ 450 por tonelada neste ano. O valor do pãozinho, entretanto, se manteve no mesmo patamar, mesmo com a queda do valor de sua matéria-prima. “Alguém está ganhando dinheiro aí, e não é o produtor”, disse Stephanes ABr).

Os empresários do setor estão bastante otimistas. |
Confiança do consumidor
tem a primeira queda no ano
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Brasil precisa mudar seu modelo de gestão
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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), registrou 156,7 pontos em março, uma queda de 1,5% quando comparado a fevereiro - mês em que atingiu o patamar recorde de sua série histórica. Já em relação ao mesmo período do ano passado, o índice apresentou alta de 22,2%. Thiago Freitas, economista da Fecomercio, ressalta que, apesar da queda, o índice ainda reflete a confiança do consumidor em relação à economia com um todo, já que permanece no patamar de otimismo (marcando mais de 100 pontos em uma escala que vária de 0 a 200). “A população paulistana mantém uma percepção bastante positiva, que é sustentada em grande parte pelos elevados níveis da massa salarial e, mais especificamente, pela segurança que o consumidor tem nos níveis de emprego e renda”, avalia. |
Brasília - O secretário de Planejamento e Investimento Estratégicos do Ministério do Planejamento, Fernando Almeida, disse que o problema na execução de obras no país não é de controle ou fiscalização, e sim de gestão.
“Precisamos mudar nosso modelo de gestão para que o Brasil cresça de fato”, disse.
Ele citou alguns desafios que o Brasil terá que enfrentar em termos de obras a serem executadas, entre as quais a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. “Se continuarmos com esse modelo de gestão, serão necessários mais 15 anos para que aconteça a Copa do Mundo. Desse jeito, vai ter gente colocando cadeira e pintando meio-fio no dia da abertura da Copa”, ironizou.
Sobre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Almeida disse que os problemas enfrentados não são atrasos e sim o ritmo de andamento das obras. “As obras poderiam estar mais aceleradas, mas não estão em função do nosso modelo de controle, que é focado mais no processo do que no resultado”, explicou o secretário. Almeida falou sobre os fundamentos para uma fiscalização moderna, durante o seminário de lançamento do Programa Brasilianas.org, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados (ABr).
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Pesquisa mostra que construção civil tem “estabilidade elevada”
Brasília - O nível de atividade nas grandes empresas da indústria da construção civil apresentou “estabilidade elevada” em janeiro, com 0,5 ponto acima da linha divisória de desempenho, que é de 50 pontos, Em dezembro a atividade havia alcançado 53,7 pontos. A estimativa consta de sondagem divulgada ontem (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI)., que iniciou a pesquisa em dezembro, em conjunto com a Câmara Brasileira de Indústria da Construção Civil (CBIC).
Com relação às pequenas empresas. a atividade efetiva no mês de janeiro “denota que está próxima do usual para o mês”, de acordo com o documento. Os empresários do setor estão “bastante otimistas, mesmo com a verificação de redução no índice de expectativa do nível de atividade”, conforme a CNI. No mês passado, estimou-se em 70,1 pontos o índice de desempenho das grandes empresas nos próximos seis meses. Para as empresas de médio porte a projeção foi de 69,5 pontos e para as pequenas, de 65 pontos, o que indica “perspectiva de aumento da atividade” na Construção Civil, neste ano.
A CNI constatou “alto otimismo” dos empresários, em relação a novos empreendimentos e à execução de serviços nos próximos meses. As previsões de compra de matérias primas também foram elevadas. O desempenho efetivo do mês de fevereiro será divulgado ao final deste mês. Foram pesquisadas 335 empresas, das quais 37 grandes, 106 médias e 192 pequenas.
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