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Geral


 

Ricardo Fonseca/Secom

Kassab conversa com o morador Artur de Oliveira sobre os cuidados que deve ter contra dengue.

Pirataria de software causa prejuízo de R$ 1,1 bilhão

Dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) revelam que o estado de São Paulo perdeu, em 2008, cerca de R$ 1,1 bilhão apenas em função da pirataria de software e é, atualmente, o primeiro com os maiores prejuízos. De acordo com um estudo realizado pelo International Data Corporation (IDC), se a pirataria do setor fosse reduzida dos atuais 58% para 50%, a região geraria mais de 19,5 mil empregos diretos e indiretos, a indústria local de tecnologia teria um acréscimo no faturamento superior a R$ 1,6 bilhão e o estado obteria um aumento na arrecadação de impostos da ordem de R$ 261,4 milhões.

De acordo com pesquisa mundial conduzida pelo IDC e divulgada pela Business Software Alliance (BSA), em parceria com a ABES, embora o Brasil tenha registrado queda no índice de pirataria pelo quarto ano consecutivo, os prejuízos aumentaram e foram estimados em US$ 1,645 bilhão. Para reverter esse cenário o combate a essa prática ilegal tem sido bastante intenso. Em 2009 foram realizadas 662 operações em todo o país que resultaram na apreensão de 1.128 milhão de CDs piratas.
“Sabemos que esse crime tem migrado fortemente para a Internet, portanto durante todo o ano desenvolvemos um trabalho intenso nesse meio também. Para se ter uma ideia, ao todo foram retirados do ar mais de 313 sites destinados à venda de produtos ilegais, além de 19,3 mil anúncios, um resultado 26% superior se comparado a 2008”, destaca Antônio Eduardo Mendes da Silva, coordenador do Grupo de Trabalho Antipirataria da ABES. Além disso, as entidades computaram um total de 5,7 mil denúncias por e-mail e telefone que resultaram no envio de mais de 10,9 mil notificações — montante 251% acima do registrado em 2008. “O combate à pirataria corporativa foi outro grande alvo em 2009. Ao todo foram iniciadas 160 ações contra empresas que estavam com suas bases instaladas irregulares e que não quiseram legalizar a situação”, detalha.

Trabalho de mobilização de prevenção contra a dengue

A Prefeitura São Paulo está intensificando as ações de combate ao mosquito transmissor da dengue. Ontem (9), o prefeito Gilberto Kassab acompanhou a Mobilização de Prevenção contra a Dengue, no CEU Caminho do Mar, no Jabaquara, Zona Sul da cidade. A ação faz parte do trabalho de conscientização desenvolvido pelos agentes de zoonoses com outros profissionais de saúde, professores da rede pública e crianças. Em fevereiro, o prefeito acompanhou ação semelhante no CEU Alto Alegre, em São Mateus, na Zona Leste.

"Esta campanha tem uma importância muito grande na medida que as crianças, além de aprenderem e conscientizarem-se sobre os cuidados que devem ter contra a dengue, se transformam em multiplicadores da informação e repassam as orientações de combate ao mosquito para toda família e vizinhos", afirmou Kassab. Após assistir a uma palestra e a apresentação teatral sobre o tema, Kassab entregou certificados de Agente Mirim de combate à dengue para alunos do CEU que participaram das atividades e visitou duas residências da rua Vitáceas, altura do nº 5.000 da avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira.

Durante a visita, o prefeito acompanhou o trabalho dos agentes de saúde e entregou redes de proteção para caixa d´água. O secretário da Saúde, Januário Montone, disse que a Prefeitura está atuando com rigor. "Estamos entrando no terceiro mês do ano e temos 260 casos de dengue, o que é um número baixo para uma cidade com 11 milhões de habitantes", explicou, lembrando que 194 casos foram trazidos de fora da Capital. Ou seja, paulistanos que foram viajar e voltaram para a cidade com a doença.

 

Comércio mundial de carne em fevereiro comprova retomada Ser feliz faz bem ao coração

São Paulo - O desempenho das exportações em fevereiro confirma a retomada do comércio mundial de carne bovina, segundo avaliação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Dados divulgados pela entidade mostraram crescimento de volume embarcado e preço médio no mês passado, em comparação com o mesmo período de 2009. Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade desse movimento, com espaço, inclusive, para novos aumentos de preço. O destaque do mês de fevereiro foi o aumento de 18% no preço médio da carne embarcada, que atingiu US$ 3.533 por tonelada. "O preço médio nos surpreendeu", disse o diretor executivo da Abiec, Otávio Cançado.

Os exportadores brasileiros conseguiram renegociar preços com os importadores para compensar o real valorizado, que prejudica a rentabilidade das exportações. Segundo ele, a retomada da demanda contribuiu para que os brasileiros vencessem a queda-de-braço com os compradores da carne brasileira. Para 2010, mesmo que o real apresente desvalorização em relação ao dólar, o representante da Abiec acredita que será possível promover novos reajustes. "Se a demanda continuar se recuperando, podemos ter novos aumentos de preço", disse Cançado hoje a jornalistas.

Apesar de os importadores tentarem baixar os preços da carne brasileira quando o dólar sobe, já que a remuneração do exportador na moeda local também aumenta, Cançado diz que um câmbio mais desvalorizado favorece o Brasil nas relações comerciais. "Temos maior capacidade de negociar, principalmente se houver aumento de demanda e eles precisarem da carne brasileira", afirma.

O baixo nível dos estoques nos países importadores e a queda no fornecimento de alguns dos principais produtores mundiais, como Argentina e Austrália, contribuem para formar a expectativa de aumento do preço médio de exportação da carne brasileira. Cançado reafirmou hoje a expectativa de crescimento de 10% em volume e de 15% na receita obtida com as exportações de carne bovina para este ano (AE).

Estudo divulgado pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, comprova que pessoas felizes e entusiasmadas têm menos chances de desenvolver doenças do coração do que aquelas que vivem em estado permanente de contrariedade. Pesquisadores liderados pela médica Karina Davidson concluíram que aqueles que procuram fazer o que os deixa felizes dormem melhor, têm maior controle sobre o stress e chances reduzidas de sofrer de angina ou infarto.

De acordo com o cardiologista Otávio Gebara, diretor clínico do Hospital Santa Paula (São Paulo), o stress envolvido em situações de contrariedade, seja no relacionamento afetivo, seja no profissional, aumenta os níveis de catecolaminas na circulação, substâncias que levam ao estreitamento das artérias. Além disso, o stress também ativa as plaquetas que são responsáveis pela coagulação do sangue. A soma dos dois efeitos leva a uma condição propícia para o entupimento de uma artéria, o que causa o infarto e o acidente vascular cerebral.

O especialista diz que pessoas de bem com a vida costumam cuidar mais da saúde e gerenciar os problemas sem sobrecarregar o organismo. Já os estressados e em estado permanente de contrariedade têm mais chance de desenvolver a síndrome metabólica, que é uma reunião de disfunções – como pressão alta, excesso de gordura abdominal, níveis anormais de colesterol e elevada taxa de açúcar no sangue – fatores que aumentam o risco de diabetes, cardiopatias e infarto.

“Pessoas mais felizes liberam menores quantidades de cortisol, substância que participa no desenvolvimento de hipertensão e aterosclerose. Essas duas doenças são as responsáveis pela maioria das mortes em todo o mundo”, explica o cardiologista, que ainda adverte: “Não basta apenas querer ficar feliz para escapar do problema. O que se sabe é que algumas atividades, como a meditação e o relaxamento, liberam na circulação substâncias protetoras e diminuem os hormônios ligados ao stress, como o cortisol e a adrenalina”.

Fonte: Dr. Otávio Gebara, médico cardiologista, diretor clínico do Hospital Santa Paula.

 

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