Prévia indica deflação de 0,18%, a menor taxa em quase 20 anos

Pesquisa do IBGE constatou queda de preços em vários setores da economia contribuindo para a redução do índice de inflação.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) fechou com variação negativa de 0,18% em julho, resultado que chega a ser 0,34 ponto percentual inferior ao resultado de junho, quando a variação foi de 0,16%

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou ontem (20), no Rio de Janeiro, os dados da prévia, essa é a menor variação relativa a julho, juntamente com o resultado de 2003, cuja variação também havia sido de -0,18%.
Essa é a menor taxa de inflação desde setembro de 1998, quando a deflação dos preços havia sido de -0,44%. Com a inflação negativa de julho, o IPCA-15 passou a acumular alta de 1,44% nos primeiros sete meses do ano, resultado 3,75 pontos percentuais menor do que os 5,19% referentes ao mesmo período do ano passado.
Já a inflação acumulada nos últimos doze meses fechou em 2,78%, resultado inferior aos 3,52% dos 12 meses imediatamente anteriores, o que constitui a menor variação acumulada em períodos de 12 meses desde março de 1999, quando atingiu 2,64%. Segundo o IBGE, em julho do ano passado a taxa havia variado 0,54%.
A queda teve forte influência dos preços dos alimentos e dos transportes. Com participação de 25% nas despesas das famílias, o grupo dos alimentos exerceu “o mais intenso impacto negativo”: 0,14 ponto percentual. Já o item dos transportes, que também tem participação significativa nas despesas (18%), foi negativo em 0,11 ponto percentual em relação a junho.

BNDES analisa viabilidade da compra da Cedae

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Em nota divulgada ontem (20), o BNDES informou ter recebido demanda do governo federal em relação ao processo de compra da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). “O corpo técnico do banco começou a analisar a viabilidade da operação e, assim que houver informações mais precisas, elas serão divulgadas”, diz a nota. A venda da Cedae foi estabelecida como uma contrapartida da União para prestar socorro financeiro ao estado do Rio de Janeiro. A crise financeira fluminense se arrasta desde 2015.
Na última sexta-feira (14), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, estimou que em 15 dias deverá ser homologado o acordo de recuperação fiscal do Rio de Janeiro. Para isso, porém, o governo fluminense terá de apresentar o plano elaborado após a inclusão das contrapartidas indicadas pela equipe econômica do governo federal. Meirelles disse que o estado poderá antecipar valores a serem obtidos com a privatização da Cedae, que estimou entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões.
“Estamos também trabalhando no sentido de criar condições para que a Cedae, colocada para a privatização, possa viabilizar o estado a antecipar esses recursos via empréstimos amparados na garantia da própria Cedae e possa fazer que estes recursos venham imediatamente para o estado”, disse o ministro da Fazenda. Esses empréstimos podem ser fechados com o BNDES, o Banco do Brasil e com instituições financeiras privadas.
Procurada, a Cedae não se manifestou sobre a possível compra pelo BNDES. Já o governo fluminense informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não faria nenhum comentário a respeito. A assessoria do Ministério da Fazenda atribuiu ao BNDES a competência para falar sobre a Cedae (ABr).

Caiu a demanda das empresas por crédito no primeiro semestre

A demanda das empresas por crédito caiu 4,5% no primeiro semestre de 2017 em comparação com o primeiro semestre do ano passado. Foi o que apurou o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito. Foi o pior resultado para um primeiro semestre desde 2013 quando, naquele, ano houve retração de 4,7% no acumulado dos primeiros seis meses na demanda empresarial por crédito. Olhando apenas o mês de junho, houve queda de 6,6% em relação a maio, e recuo de 10,7% na comparação com junho/16.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a retração da demanda no primeiro semestre é consequência direta do fraco desempenho da economia sobre o dia-a-dia das empresas. Com vendas e produção estagnadas, há menor necessidade de capital de giro para a produção, como também para investimentos. Essa queda foi determinada pelo comportamento das médias e grandes empresas que exibiram retrações de 9,7% e de 9,1%, respectivamente. Já nas micro e pequenas empresas o recuo foi menor, de 4,3% frente ao primeiro semestre do ano passado.
Todos os setores econômicos pesquisados apresentaram quedas em suas demanda por crédito no primeiro semestre de 2017 na comparação com o mesmo período do ano passado: Indústria (-7,2%); Comércio (-6,0%) e Serviços (-2,3%).
Em junho, as empresas do setor de serviços recuaram sua demanda por crédito em 8,5% frente a maio, ao passo que as empresas dos setores industrial e comercial acusaram retrações: -5,6% na indústria e -4,8% no comércio (Serasa).

Melhora a confiança da indústria, segundo prévia da FGV

O Índice de Confiança da Indústria teve um crescimento de 1,2 ponto na prévia de julho, na comparação com o resultado consolidado de junho. Assim, o indicador medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) chegou a 90,7 pontos em uma escala de zero a 200 pontos. Segundo a FGV, mesmo se o resultado da prévia for confirmado no dado consolidado do mês não será o suficiente para recuperar a perda do mês anterior (-2,8 pontos).
A confiança em relação ao momento presente, medido pelo Índice da Situação Atual, subiu 1,4 ponto e chegou a 88,4 pontos. Já o otimismo, avaliado pelo Índice de Expectativas, teve uma alta de 1,2 ponto e atingiu 93,3 pontos.
O resultado preliminar de julho indica que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria avançou 0,7 ponto percentual e chegou a 74,9%. Para a prévia de julho de 2017, foram consultadas 788 empresas entre os dias 3 e 18 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima quinta-feira, dia 27 (ABr).