FGTS registra lucro recorde de mais de R$ 14 bilhões em 2016

Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira: o resultado é consequência da “gestão responsável” dos gestores do fundo.

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) registrou, no ano passado, lucro de R$ 14,55 bilhões, o melhor resultado da sua história

Com isso, o patrimônio líquido do fundo chegou a R$ 98,17 bilhões. Os números constam do Relatório de Gestão do FGTS, apresentado ontem (22) na reunião do Conselho Curador, em Brasília. O documento mostra também dados da repartição do lucro de 2016, que designou R$ 7,27 bilhões, que corresponde à metade do rendimento, para quem tinha contas com saldo em 31 de dezembro.
A medida é resultado da Lei nº 13.446, de 25 de maio, que fez com que a remuneração dos trabalhadores ficasse acima da inflação anual pela primeira vez em nove anos. A última vez que isso ocorreu foi em 2007. Para o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, que preside o Conselho Curador, o resultado é consequência da “gestão responsável” do conselho e dos demais órgãos e entidades que gerem o fundo. “O resultado de 2016 mostra que estamos administrando com seriedade os recursos do FGTS, o que permite remunerar devidamente os trabalhadores e também disponibilizar crédito para habitação, saneamento e infraestrutura do nosso país”, disse.
“O Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS) também bateu recorde em 2016, com lucro de R$ 2,63 bilhões. O dinheiro aplicado no FI, que financia grandes obras de infraestrutura como geração de energia, saneamento, ferrovias, rodovias e portos, cresceu 8,3% no ano. Foi o maior rendimento desde a criação da operação, em 2007”, diz a nota do Ministério do Trabalho.
O FGTS é a maior fonte de financiamento em saneamento, habitação e infraestrutura do país. Em 2016, foram contratados R$ 81,48 bilhões, sendo R$ 80,86 bilhões para habitação, principalmente para habitação popular. Em saneamento foram contratados R$ 226,64 milhões e em infraestrutura R$ 386,32 milhões (ABr).

Movimento do Comércio aumentou 0,5% em julho

O setor de Móveis e Eletrodomésticos apresentou alta de 1,6% em julho.

O Indicador Movimento do Comércio, que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil, subiu 0,5% em julho quando comparado a junho na análise com ajuste sazonal, de acordo com os dados apurados pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Na avaliação acumulada em 12 meses (agosto de 2016 até julho de 2017 frente ao mesmo período do ano anterior) houve queda de 2,8%. Já na avaliação contra julho do ano passado houve aumento de 0,9%.
Desde novembro de 2016 o indicador do varejo vem gradualmente se recuperando quando observado na aferição acumulada em 12 meses. Contudo, para as próximas aferições aguardam-se resultados mais otimistas, uma vez que os efeitos da redução de juros iniciada no 3º trimestre de 2016 devem ser observados com maior intensidade, assim como uma melhoria dos níveis de renda, continuidade da redução do nível de preços, entre outros fatores.
Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou alta de 1,6% em julho, descontados os efeitos sazonais. A categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados” caiu 1,4% no mês, expurgados os efeitos sazonais. A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” subiu 0,5% no mês na série dessazonalizada. Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” subiu 0,4% em julho considerando dados dessazonalizados (SCPC).

Nível de estoques do varejo tem ligeira alta em agosto

A retomada da economia deve se intensificar no segundo semestre de 2017, como já previam os principais indicadores da FecomercioSP, que mostravam um deslocamento da economia em relação ao ambiente político nos meses de junho e julho. Em agosto, o Índice de Estoques (IE) do comércio varejista na região metropolitana de São Paulo registrou ligeira alta(1,2%), passando de 105,8 para 107,1 pontos. Em relação ao mesmo mês de 2016, quando o índice atingia 101,6 pontos, houve um aumento de 5,4%.
Assim, a proporção de empresários com estoques adequados alcançou 53,5%, mantendo-se acima dos 50% pelo quarto mês consecutivo, mas ainda abaixo dos 60% a 65% vistos em momentos de boas vendas. Os dados são do Índice de Estoques (IE) da FecomercioSP, que capta a percepção dos comerciantes sobre o volume de mercadorias estocadas nas lojas, e varia de zero (inadequação total) a 200 pontos (adequação total). A marca dos cem pontos é o limite entre inadequação e adequação.
A parcela deempresários que afirma estar com estoques acima do adequadoapresentou pouca variação, de -0,3 ponto porcentual (p.p), na comparação com julho, atingindo 32,4%. Já os que disseram estar com o nível de mercadorias abaixo do ideal ficou estável, em 13,9%. Entre abril e maio, houve uma aceleração do ajuste de estoques que culminou em quedas, e em junho, julho e agosto houve praticamente uma estabilização (FecomercioSP).

Confiança da Indústria cresce 1,5 ponto, indica prévia da FGV

O Índice de Confiança da Indústria cresceu 1,5 ponto e chegou a 92,3 pontos em uma escala de zero a 200 na prévia de agosto do indicador. Segundo a FGV, a melhora do índice foi provocada por um aumento da confiança dos empresários tanto no presente quanto no futuro. O Índice da Situação Atual, que avalia a opinião dos empresários da indústria em relação ao momento presente, cresceu 0,9 ponto na prévia e atingiu 89,3 pontos. Já o Índice de Expectativas, que analisa a opinião deles em relação ao futuro, aumentou 1,9 ponto e chegou a 95,3 pontos.
O resultado preliminar de agosto indica queda de 1 ponto percentual no Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria, que foi para 73,7%. Para a prévia de agosto foram consultadas 788 empresas entre os dias 1 e 18 deste mês. O resultado final da pesquisa será divulgado na próxima terça-feira (29) (ABr).