Varejo paulista elimina 30.657 empregos no primeiro semestre

O setor farmácias e perfumarias cresceu 2,1% no número total de empregos em junho, em comparação ao mesmo mês de 2016.

O comércio varejista no Estado de São Paulo voltou a eliminar empregos formais em junho e encerrou o primeiro semestre com 30.657 postos de trabalho a menos

No sexto mês do ano, o varejo paulista extinguiu 953 empregos, resultado de 69.942 admissões e 70.895 desligamentos. Com isso, o setor encerrou o mês com 2.052.226 trabalhadores formais, queda de 0,5% na comparação com o mesmo mês de 2016.
Vale ressaltar, porém, que o ritmo de fechamento de vagas é bem menor comparado ao ano passado, já que 5.614 postos de trabalho deixaram de existir em junho de 2016, e no acumulado do primeiro semestre, 66.602 empregos foram eliminados. Assim, verifica-se que o saldo negativo de 30.657 vagas é 54% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado. Já na somatória dos últimos 12 meses, foram extintos 11.201 empregos com carteira assinadas.
Os dados compõem a pesquisa realizada mensalmente pela FecomercioSP com base nos dados do Ministério do Trabalho. De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, os números do mercado de trabalho formal do comércio varejista paulista no primeiro semestre demonstram que houve espaço para continuidade da perda de vagas em 2017, mesmo após redução de 107,6 mil empregos formais no acumulado de 2015 e 2016. A Entidade ressalta que foram anos em que o faturamento bruto do setor se mostrou bastante avariado pela redução do consumo das famílias.
Em 2017, mesmo se observando início de uma reação da receita de vendas no varejo paulista, a FecomercioSP aponta que tal realidade ainda não foi o bastante para que os empresários tenham capacidade financeira e otimismo necessário para realizar investimentos e abrir novas vagas. Entre as nove atividades pesquisadas, três apresentaram crescimento no número total de empregos em junhona comparação com o mesmo mês de 2016: farmácias e perfumarias (2,1%); supermercados (1,4%); e autopeças e acessórios (AI/FecomercioSP).

Inflação oficial é de 0,35% na prévia de agosto

Alta de 5,96% dos combustíveis representou o maior impacto individual na inflação. Gasolina subiu 6,43% e o etanol ficou 5,36% mais caro.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), que calcula a prévia da inflação oficial, registrou 0,35% em agosto. A taxa é superior à prévia de julho, que havia acusado deflação de 0,18%, mas inferior ao percentual de agosto de 2016 (0,45%). Segundo dados divulgados ontem (23) pelo IBGE, o IPCA-15 acumula taxas de 1,79% no ano e de 2,68% em 12 meses. Essa é a menor taxa acumulada em 12 meses desde março de 1999 (2,64%).
A inflação de 0,35% da prévia de agosto foi influenciada, principalmente, pelos aumentos dos custos dos transportes (1,35%). A alta de 5,96% dos combustíveis representou o maior impacto individual na inflação do mês. Apenas a gasolina subiu 6,43%. Já o etanol ficou 5,36% mais caro.
O grupo de despesas com habitação também teve um impacto importante na inflação, com uma alta de preços de 1,01%, provocada principalmente pelo aumento de 4,27% na energia elétrica. O impacto na conta de luz pode ser explicado pela entrada em vigor da bandeira tarifária vermelha a partir de 1º de agosto e pelos reajustes em concessionárias de São Paulo e Belém.
Os alimentos continuam com preços em queda. Pelo terceiro mês consecutivo, o grupo de despesas alimentação e bebidas registrou deflação
(-0,65%). Os alimentos para consumo em casa ficaram 1,17% mais baratos, com destaque para o feijão carioca (-13,89%), a batata inglesa (-13,06%), o leite longa vida (-3,86%), as frutas (-2,43%) e as carnes (-1,37%). Já a alimentação fora de casa ficou 0,32% mais cara (ABr).

Contas externas voltam a ficar negativas

Depois de quatro meses seguidos de resultados positivos, as contas externas voltaram a apresentar déficit, em julho. O saldo negativo em transações correntes, que são as compras e as vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo, ficou em US$ 3,404 bilhões, informou ontem (23) o Banco Central (BC). De janeiro a julho, o déficit ficou em US$ 2,696 bilhões, resultado bem menor do que em igual período de 2016, de US$ 12,438 bilhões.
Em junho, a balança comercial ajudou a reduzir o deficit, ao apresentar superávit de US$ 3,049 bilhões. Por outro lado, a conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) apresentou resultado negativo de US$ 3,007 bilhões. A conta de renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) registrou déficit de US$ 6,597 bilhões. A conta de renda secundária (renda gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) ficou positiva em US$ 144 milhões.
Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir esse déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o investimento direto no país (IDP), porque recursos são aplicados no setor produtivo. Em julho, esses investimentos chegaram a US$ 4,093 bilhões e acumularam US$ 40,364 bilhões, nos sete meses do ano (ABr).