Ações por falta de pagamento de condomínio registram alta

Em 2017 foram ajuizados 13.399 processos, contra 5.111 em igual período de 2016.

O número de ações de cobrança por falta de pagamento da taxa de condomínio aumentou 162,2% em 2017, na cidade de São Paulo, conforme apurou o Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, em levantamento realizado junto ao TJ-SP

De janeiro a dezembro, foram ajuizados 13.399 processos, contra 5.111 em igual período de 2016. Com 1.168 ações protocoladas em dezembro, houve elevação de 0,7% dos casos em relação aos 1.160 registrados no mês anterior.
O vice-presidente de Condomínios do Sindicato, Hubert Gebara, atribuiu o crescimento a dois fatores: aumento das tarifas pública e multa do condomínio, que é de apenas 2%. “O condômino acaba priorizando o pagamento de outras contas e deixa o condomínio para última instância”. Ele alerta que o pagamento em atraso, ainda que dentro do mês de vencimento, traz problemas para os síndicos, que ficam sem dinheiro em caixa para fazer frente às despesas do prédio.
No dia seguinte ao vencimento, o morador que não pagou o condomínio já é considerado inadimplente e deve pagar multa de 2% e mais os juros estabelecidos pela Convenção do condomínio. Se o valor não for pago, cabe ao síndico tentar uma negociação para receber amigavelmente. “Se for necessário, divida a quantia em parcela suaves que caibam no bolso do devedor. Esgotadas as tentativas de negociação amigável, o condomínio deve entrar com uma ação na Justiça”, disse Gebara (Secovi).

Procura de fantasias por foliões de blocos de rua anima comércio do Rio

Foliões de blocos de rua, com fantasias mais simples, animam comércio.

O grande número de foliões esperados pelos blocos de rua do Rio de Janeiro, que não exigem fantasias padronizadas, elevou para 1,5% a expectativa de aumento nas vendas do comércio especializado em relação ao ano passado. É o que mostra pesquisa do Centro de Estudos do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio), que ouviu 400 lojistas da cidade entre os dias 12 e 21 deste mês para conhecer a expectativa de vendas para o Carnaval.
Animados com a pesquisa, os comerciantes dizem que adereços e fantasias, tecidos, bermudas, shorts, camisetas, linha de praia (biquinis, maiôs, chapéus e saídas de praia) deverão ser os produtos mais vendidos. Segundo os lojistas, o preço médio das compras deve ficar em torno de R$ 130 e a forma de pagamento predominante será o cartão de crédito parcelado. Em seguida, virão o cartão de loja, dinheiro, cartão de débito, cheque e crediário.
De acordo com o presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, as vendas de produtos para o carnaval vão incrementar o desempenho do setor em janeiro, já que, neste ano, o Carnaval cai logo no inicio de fevereiro. “O lojista está animado, e o que tem colaborado significativamente para o aumento da venda de produtos para o Carnaval são os blocos de rua, que não exigem fantasias padronizadas.”
Ele explicou, porém, que, quando o carnaval cai no início do mês, normalmente as vendas não reagem bem, porque o consumidor já vem comprometido com as despesas do fim do ano, início das aulas e impostos (ABr).

PIB da China fecha 2017 com 6,9%

O produto interno bruto (PIB) da China cresceu 6,9% em 2017, marcando a primeira aceleração na economia do país em sete anos - em 2016, a expansão havia sido de 6,7%. Os dados foram divulgados ontem (18) pelo Departamento Nacional de Estatística, que também aponta uma alta de 6,8% no último trimestre de 2017, em comparação com o mesmo período de 2016.
O resultado ficou acima das previsões do mercado, que esperava 6,7% nos três meses finais do ano passado. A meta oficial de crescimento da China para 2017 era de 6,5%, mas o país acabou beneficiado pelo desempenho das exportações e da expansão do consumo interno. “A economia nacional manteve um momento estável e um desenvolvimento sólido, superando as expectativas”, disse o governo (ANSA).

Produção de café pode superar 58 milhões de sacas

A produção brasileira de café da safra 2018, agora sob influência da bienalidade positiva e com uma expectativa de boas condições climáticas, deve situar-se entre 54,44 e 58,51 milhões de sacas de 60 quilos, com uma variação entre 21 a 30%, superior à do ano passado, quando atingiu 44,9 milhões de sacas. Comparada ao último período de alta bienalidade, em 2016, estima-se um crescimento de até 13,9%, ou seja, um acréscimo de 3,07 a 7,14 milhões de sacas.
O café arábica deve ficar entre 41,74 e 44,55 milhões de sacas ou uma elevação de 21,9 a 30,1% superior ao período anterior que obteve 34,25 milhões de sacas. Já o conilon parte de 12,7, chegando a 13,96 milhões de sacas, superior portanto ao último ano entre 18,4 e 30,2%. Minas Gerais, o maior produtor nacional, deve obter números entre 29,09 e 30,63 milhões de sacas, ao passo que o Espírito Santo, que vem em seguida no volume de produção, pode marcar uma produção que varia de 11,58 a 13,33 milhões de sacas.
A produtividade, de um modo geral, deve beneficiar-se também dos efeitos positivos do clima e da bienalidade. Estima-se que fique entre 28,41 e 30,54 de sacas por hectare, com acréscimo equivalente a 17,7 e 26,5% frente ao anterior de 23,07%/ha. Os números foram apurados em todos os estados produtores, no último mês de dezembro (GI/Conab).

Inflação do aluguel acumula queda de 0,34%

Usado no reajuste de aluguéis, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acumula deflação (queda de preços) de 0,34% em 12 meses, de acordo com a segunda prévia de janeiro do indicador, divulgada ontem (18), no Rio de Janeiro, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Considerando-se apenas janeiro, a segunda prévia registrou inflação de 0,82%, taxa menor que a segunda prévia de dezembro de 2017.
A queda da taxa entre dezembro e janeiro foi provocada pelos preços no atacado e pelo custo da construção. A inflação do Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, caiu de 1,23% na segunda prévia de dezembro para 1,04% em janeiro. A inflação do Índice Nacional de Custo da Construção recuou de 0,27% para 0,19%.
Por outro lado, a inflação do Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, subiu de 0,31% na segunda prévia de dezembro para 0,43% na segunda prévia de janeiro. A segunda prévia é medida com base em preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência (ABr).

 

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