Agência de energia reduz previsões sobre demanda de petróleo em 2017 e 2018

A produção ficou em 32,53 milhões de barris diários, o menor nível desde maio.

A Agência Internacional da Energia (AIE) revisou para baixo suas previsões sobre a demanda global de petróleo em 2017 e em 2018 pelo aumento nos preços do barril e devido às temperaturas mais suaves que o habitual no começo do inverno no hemisfério norte

A correção tem impacto de 311 mil barris diários a menos no quarto trimestre de 2017. Para a média do ano, a redução é de 50 mil barris diários, explicou a AIE em seu relatório mensal sobre o mercado de hidrocarbonetos.
Os autores do estudo indicaram que também levaram em consideração o encarecimento do preço do barril, que é de cerca de 20% desde o início de setembro. Isso significa que o consumo médio de petróleo em 2017 será de 97,7 milhões de barris diários, 1,5 milhão de barris a mais que em 2016. Para 2018, a demanda ficará em 98,9 milhões de barris diários, um aumento de 1,3 milhões de barris em relação a este ano. O número indica uma redução de 190 mil barris em relação à previsão antecipada no relatório do mês passado.
Pelo lado da oferta, a agência enfatizou que ela aumentou em 100 mil barris diários em outubro, para 97,5 milhões de barris, que são 470 mil barris a menos que no mesmo mês de 2016, devido aos cortes aprovados e aplicados pela Opep. O grau de cumprimento dos acordos da Opep para equilibrar o mercado alcançou 96% em outubro (o maior número desde janeiro) e chega a 87% no somatório dos dez primeiros meses do ano.
Em outubro, a oferta da Opep foi reduzida em 80 mil barris diários, sobretudo, devido a Iraque, Argélia e Nigéria. A produção ficou em 32,53 milhões de barris diários, o menor nível desde maio e 830 mil barris diários a menos que no mesmo mês do ano passado. No entanto, fora da Opep a extração de petróleo está aumentando, essencialmente pelos Estados Unidos, A AIE calcula que esse crescimento será de 700 mil barris diários em 2017 e de 1,4 milhão em 2018 (ABr/EFE).

Vendas do comércio cresceram 0,5%, diz pesquisa do IBGE

Vendas do varejo aumentaram 0,5% de agosto para setembro, depois de recuo de 0,4%.

De agosto para setembro, as vendas do comércio varejista cresceram 0,5% no país. De julho para agosto, o comércio havia recuado 0,4%. Os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) foram divulgados no Rio de Janeiro, pelo IBGE. O comércio também teve altas de 0,1% na média móvel trimestral, de 6,4% na comparação com setembro de 2016 e de 1,3% no acumulado de 2017. Em 12 meses, no entanto, o volume de vendas apresenta uma queda acumulada de 0,6%.
De setembro para outubro, houve crescimento em cinco dos oito segmentos pesquisados pelo IBGE, com destaque para os artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (4,3%). Também tiveram alta os setores de outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%), supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1%), equipamento e material para escritório, informática e comunicação (0,9%) e tecidos, vestuário e calçados (0,2%).
Três atividades acusaram queda no volume de vendas: combustíveis e lubrificantes (-0,7%), móveis e eletrodomésticos (-0,7%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-3,4%). Considerando-se também os setores de materiais de construção e de venda de peças e veículos, o chamado varejo ampliado, o volume de vendas teve alta de 1% na comparação com agosto. As vendas de materiais de construção avançaram 0,5%, enquanto os veículos, motos e peças recuaram 0,4%.
A receita nominal do comércio varejista teve avanços nas comparações com agosto (1,1%), com setembro de 2016 (4,5%), na média móvel trimestral (0,4%), no acumulado do ano (2%) e no acumulado de 12 meses (2,2%). A receita nominal do varejo ampliado também anotou avanços em todos os tipos de comparação: de agosto para setembro (1,3%), em relação a setembro de 2016 (7%), na média móvel trimestral (0,6%), no acumulado do ano (2,8%) e no acumulado de 12 meses (1,8%) (ABr).

Pesquisa revela que brasileiro é generoso e doa para se sentir bem

O brasileiro é generoso e se sente bem ao exercer a generosidade. A pesquisa Country Giving Report Brasil, feita pela Charities Aid Foundation, instituição ligada à caridade sediada no Reino Unido, revela que 68% dos brasileiros fizeram alguma doação em dinheiro no último ano e metade deles foi movida pelo desejo de bem-estar pessoal. O levantamento ouviu 1.313 maiores de 18 anos com acesso à internet distribuídos por todo o país.
“Os brasileiros estão engajados nas causas sociais e dispostos a contribuir para a solução de problemas”, disse Paula Fabiani, diretora-presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis), voltado ao apoio ao investidor social e que foi responsável pela realização na pesquisa no Brasil. Cada doador desembolsou em média R$ 250 nos últimos doze meses. Se entre os que ganham mais os valores doados são maiores, quem tem rendimento menor fez doações proporcionalmente mais generosas.
Em outras palavras, na faixa dos que recebem mais de R$ 100 mil ao ano, a média doada foi de R$ 352, enquanto aqueles cuja renda é inferior a R$ 10 mil anuais doaram R$ 120 em média. Este ano o levantamento não avaliou o montante total doado pelos brasileiros, mas a pesquisa anterior, realizada um ano antes, chegou a R$ 13,7 bilhões. Quase metade dos doadores (49%) declarou ter doado para organizações religiosas, tanto para as igrejas diretamente quanto para projetos desenvolvidos por elas. Em seguida, aparecem doações a trabalhos dirigidos às crianças (42%) e aos pobres (28%) (ABr).

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