Mais de 5 milhões de pequenas empresas estão com dívidas atrasadas

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Março de 2018 contabilizou 5,034 milhões de micro e pequenas empresas brasileiras com dívidas atrasadas e registrou um novo recorde histórico, segundo estudo da Serasa Experian

Na comparação com março de 2017, quando 4,622 milhões de companhias desse porte estavam inadimplentes, o índice teve crescimento de 8,9%. Na relação com fevereiro de 2018 (5,025 milhões), apesar da leve alta de 0,2%, foi identificada a menor variação mensal entre as observadas nos últimos 10 meses.
Na avaliação dos economistas da Serasa Experian, os dados sinalizam que a inadimplência no segmento começa a reverter um ciclo de altas sucessivas e tende a se estabilizar. As taxas de juros, mantidas em patamares reduzidos, constituem um incentivo à busca por oportunidades de renegociação – a exemplo do Serasa Recupera PJ (www.serasarecupera.com.br) – que estimulam essas empresas a colocarem suas contas em dia, a fim de retomarem o uso do crédito para financiar o crescimento de suas atividades.
O estudo também apontou como a inadimplência se comportou nos diversos setores do mercado. Entre os 5,034 milhões de CNPJs dos micros e pequenos empreendimentos com dívidas atrasadas, o setor de serviços ficou na dianteira, com 46,0% do total, seguido pelo comércio (44,9%) e pela indústria (8,7%). O Sudeste permanece com o maior percentual de MPEs no vermelho, 54,1% do total. Aparecem na sequência Nordeste (16,2%), Sul (15,8%), Centro-Oeste (8,7%) e Norte (5,2%) - (Serasa Experian).

ANP e Cade criam grupo para analisar mercado de combustíveis

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) criaram um grupo de trabalho para estudar mudanças no mercado de combustíveis do país. Os órgãos vão atuar em conjunto no âmbito do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência. Em nota, informaram que o objetivo do grupo é analisar a estrutura do mercado de combustíveis, avaliar a implementação das medidas propostas pelo Cade para repensar o setor de combustíveis e a possibilidade da adoção permanente das medidas regulatórias excepcionais apresentadas pela ANP.
Também é intenção do grupo promover a concorrência como instrumento para elevar a competitividade e a inovação na economia brasileira. Em meio à paralisação de caminhoneiros autônomos, no último mês, que afetou o abastecimento em várias partes do país, os órgão já haviam anunciado que estudariam medidas para a regulação do setor de combustíveis, como a criação desse grupo de trabalho.
Na ocasião, o Cade divulgou um estudo com nove propostas para aumentar a concorrência no setor de combustíveis como forma de reduzir os preços ao consumidor final. As sugestões envolvem questões regulatórias, estrutura tributária e outras alterações institucionais de caráter geral. A portaria que cria o grupo foi assinada na quinta-feira (14) pelo presidente do Cade, Alexandre Barreto, e pelo diretor-geral da ANP, Décio Oddone. A partir da primeira reunião, o grupo tem prazo de 90 dias para a conclusão dos trabalhos, prorrogável por mais 90 dias (ABr).

Queda nas vendas do setor de serviços

As paralisações de maio e a carência de investimentos mantêm as expectativas do setor do comércio no campo negativo e a Confederação Nacional do Comércio (CNC), em consequência, projeta queda de 0,5% no volume de receitas do setor, no fechamento do ano.
Na avaliação da entidade, ainda não é possível confirmar o início do processo de recuperação do nível de atividade nos serviços, mesmo porque nos quatro primeiros meses do ano, o setor acumulou retração de 0,6% ante o mesmo período de 2017, queda inferior àquela percebida nos mesmos períodos dos três últimos anos. Dentre as atividades que compõem o setor produtivo, as de serviços são as com maior dificuldade em recuperar o crescimento. Além do fraco nível geral de atividade econômica interna, a carência de investimentos, ainda se coloca como um obstáculo à recuperação das atividades (ABr).

Atividade econômica cresceu 0,46% em abril

Depois de três meses de queda, a atividade econômica registrou crescimento em abril. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), dessazonalizado (ajustado para o período), apresentou crescimento de 0,46%, de acordo com dados divulgados na sexta-feira (15). Na comparação com o mesmo mês de 2017 (sem ajuste para o período), houve crescimento de 3,7%.
No ano, a expansão chegou a 1,55%. Em 12 meses, o crescimento ficou em 1,52%. De acordo com os dados revisados, houve queda de 0,67%, janeiro, de 0,04%, em fevereiro e de 0,51%, em março. O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic.
O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB – a soma de todas as riquezas produzidas no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (ABr).

Saques do PIS/Pasep contribuirão para economia

A decisão do governo federal de liberar o saque das contas inativas do PIS/Pasep para quem tem direito ao benefício é positiva para o comércio do Rio de Janeiro e ajudará a movimentar a economia do estado, segundo a Fecomércio RJ. Em nota, a entidade avalia que a decisão deverá injetar R$ 39,3 bilhões referentes aos programas e beneficiará 28,7 milhões de trabalhadores em todo o país.
Para a Fecomércio, a liberação de recursos tende a melhorar as estimativas de crescimento projetados pela entidade para o segundo semestre do ano. “A medida ajudará a movimentar a economia do estado do Rio, assim como aconteceu com a liberação do saque das contas inativas do FGTS no último ano, cujos volumes chegaram a R$ 44,3 bilhões em todo o país”. Segundo a Fecomércio, o montante liberado para o PIS/Pasep é quase o mesmo pago pelo FGTS, e corresponde a 2,5% do faturamento anual do comércio varejista brasileiro, de cerca de R$ 1,6 trilhão.

 

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