Prévia da inflação varia 0,92% influenciada por alimentos
Três alimentostiveram as maiores altas nos preços: a cenoura (23,94%), o tomate (20,19%) e a cebola (15,07%).

A prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) em 2016 teve variação de 0,92% em janeiro, divulgou o IBGE

Em dezembro do ano passado, o IPCA-15 teve variação de 1,18%, o maior resultado para meses de dezembro desde 2002. Em janeiro de 2015, a prévia da inflação ficou em 0,89%. Com o resultado, a taxa acumulada em 12 meses ficou em 10,74%. De janeiro a dezembro de 2015, a prévia acumulou uma variação de 10,71%.
O indicador é chamado IPCA-15 porque mede a variação de preços entre os dias 15 do mês anterior e do mês de referência. O grupo alimentação e bebidas foi o que apresentou a maior inflação no primeiro indicador deste ano, ao variar 1,67%. Os três alimentos que tiveram as maiores altas nos preços são muito presentes na mesa do brasileiro: a cenoura (23,94%), o tomate (20,19%) e a cebola (15,07%). A inflação registrou alta apenas nos grupos saúde e cuidados pessoais, de 0,61% para 0,66%, e despesas pessoais, de 0,56% para 1%.
O aumento das tarifas de ônibus urbanos em algumas capitais brasileiras como São Paulo e Salvador puxou para cima a inflação sobre o grupo transportes. A variação para os transportes públicos foi de 1,12%, acima dos 0,87% registrados no grupo. Para os ônibus urbanos, a taxa foi de 1,92%. Táxis (1,47%) e ônibus intermunicipais (2,65%) também ficaram acima do índice geral do grupo. Os combustíveis foram o componente de maior impacto no índice, com uma inflação de 1,26%. Entre as despesas pessoais, as maiores variações na inflação vieram de excursão (7,07%), manicure, (2,17%) e cigarro (1,51%) (ABr).

Modelo de PPPs precisa melhorar
para atrair investidor

Fitch diz que as turbulências econômicas do País também desaceleram o lançamento das PPPs.

São Paulo - A agência de classificação de risco Fitch afirmou que as parcerias público-privadas (PPPs), administradas por governos locais e regionais no Brasil, precisam melhorar suas características estruturais, antes de atraírem investimentos dos operadores privados. Em nota, a agência diz que várias administrações não têm número de funcionários suficientes para se dedicar à estruturação, ao lançamento e ao monitoramento das PPPs e que várias vezes não têm clareza sobre suas responsabilidades.
Além disso, a Fitch diz que as turbulências econômicas do País também desaceleram o lançamento das PPPs, diante de problemas na receita dos governos. A Fitch estima que 25 projetos de PPPs podem ser cancelados nos dois Estados mais ativos nessas iniciativas, São Paulo e Minas Gerais, ao longo dos próximos dois anos. Na visão da agência, as administrações deveriam priorizar seu apoio aos projetos mais cruciais.
No caso de iniciativas que exigem pagamentos da outra parte, algumas administrações têm de usar fundos de garantia para atrair investidores privados. “Porém esses fundos podem não mitigar totalmente os riscos políticos”, diz a agência. Caso a administração deixar de pagar uma obrigação relacionada a uma PPP, essa dívida em geral vira um precatório, que gera um custo adicional para o balanço dos governos, lembra a agência (AE).

Brasil vive choque inflacionário importante, diz FMI

Nova York - O Brasil passa por choque inflacionário importante, mas a alta de preços não aponta para a hiperinflação, afirmou a jornalistas o diretor do Departamento para o Hemisfério Ocidental do FMI, Alejandro Werner, reforçando que o Brasil precisa prosseguir com o ajuste na economia para restaurar a confiança dos agentes e a credibilidade na melhora das contas do governo.
Werner evitou comentar a decisão do Banco Central de manter juros e disse que o mais importante é a coordenação da política fiscal e monetária e que o governo dê “sinais claros” de que as finanças públicas estão em trajetória de estabilização. A recessão mais forte do que o inicialmente previsto no período 2015/2016 indica a urgência de restabelecer a certeza de que haverá controle das contas do governo, do crescimento da dívida pública e prosseguir com o ajuste fiscal, disse ele. “Hoje vemos que isso ainda não foi restabelecido”, afirmou.
O diretor do FMI disse que é essencial um ajuste tanto pelo lado da receita como do gasto público, mas frisou que tem havido clara pressão sobre as despesas do governo e, por isso, o ajuste precisa pender mais para o lado do gasto (AE).

 

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