Economia: Comércio e indústria da transformação puxam recuo
 

Na indústria da transformação, a automotiva teve queda geral.

Os desempenhos negativos do comércio e da indústria da transformação foram os setores que mais contribuíram para a queda do desempenho da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano

Na comparação com o primeiro trimestre de 2014, a economia brasileira recuou 1,6%, resultado puxado por quedas de 6% no comércio e de 7% na indústria da transformação.
“O comércio está há quatro trimestres com taxa negativa, pelo comportamento da indústria da transformação, e agora a queda se intensificou, também influenciada pela queda do consumo das famílias. Já na indústria da transformação, toda a indústria automotiva teve queda, inclusive a parte dos automóveis leves, devido à suspensão dos incentivos fiscais e a renda comprometida das famílias. Também houve queda na parte da indústria pesada, de máquinas e equipamentos, influenciado por aumento de juros”, disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.
Na comparação com o quarto trimestre de 2014, o comércio teve uma queda de 0,4% e a indústria da transformação, um recuo de 1,6%. A produção e distribuição de eletricidade, gás e água também teve recuos importantes no primeiro trimestre deste ano, nesses dois tipos de comparação: de 4,3% em relação ao trimestre anterior e de 12% em relação ao primeiro trimestre de 2014 (ABr).

Economia brasileira recuou 0,2%
no primeiro trimestre

A queda foi puxada principalmente pelo setor de serviços. A economia brasileira recuou 0,2% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com trimestre anterior (outubro, novembro e dezembro de 2014). No trimestre anterior, a economia cresceu 0,3%. Nos três primeiros meses do ano, o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou em R$ 1,4 trilhão.

Segundo dados das Contas Nacionais Trimestrais, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do primeiro trimestre deste ano caiu 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado, a maior queda desde o segundo trimestre de 2009 (-2,3%). Em 12 meses, o PIB acumula queda de 0,9%.
A queda de 0,2% na passagem do quarto trimestre de 2014 para o primeiro trimestre deste ano foi puxada principalmente pelo setor de serviços, que recuou 0,7%. A indústria também caiu (-0,3%). A agropecuária, por outro lado, teve crescimento de 4,7% no período.
Sob a ótica da demanda, houve queda no consumo das famílias (-1,5%), investimentos (-1,3%) e consumo do governo (-1,3%). As exportações cresceram 5,7%. Houve alta também nas importações (1,2%) (ABr).

 
Ações locatícias caíram 15% em abril

Levantamento efetuado pelo Secovi-SP no Tribunal de Justiça do Estado indica que, no mês de abril, foram protocoladas na capital paulista 1.674 ações locatícias, 15,5% menos do que em março (1.981 ocorrências). Na comparação com abril do ano passado (1.633 ações), houve crescimento de 2,5%. Nos primeiros quatro meses do ano foram registradas 6.450 ações, com variação negativa de 1,5% em relação ao mesmo período de 2014 (6.549 ações).
“É interessante notar a distribuição de 87 ações renovatórias, levando a 444 distribuições até abril, enquanto no mesmo período do ano passado foram 513. Isso certamente é reflexo da desaceleração econômica que todos estamos vivenciando no País”, diz Jaques Bushatsky, diretor de Legislação do Inquilinato do Secovi-SP.
Em abril, as ações por falta de pagamento de aluguel foram responsáveis por 87,3% dos casos, com 1.461 ocorrências. As ordinárias ficaram em segundo lugar, com 120 ações e fatia de 7,2%. As renovatórias e as consignatórias participaram, respectivamente, com 7,2% (87 processos) e 0,4% (6). O total de ações acumuladas no período de maio de 2014 a abril de 2015 foi de 18.762 casos, com expansão de 1,5% diante do acumulado de maio de 2013 a abril de 2014, com 18.479 ações.