Número de brasileiros com contas em atraso caiu em agosto

Este foi o sexto mês consecutivo em que há retração no volume de inadimplentes.

O número de brasileiros com contas em atraso e registrados nos cadastros de devedores caiu 0,41% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado

Este foi o sexto mês consecutivo em que há retração no volume de inadimplentes. De acordo com dados do SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o país encerrou o mês de agosto com 59,1 milhões de brasileiros com alguma conta em atraso e com o CPF restrito para contratar crédito ou fazer compras parceladas. Na comparação com julho, houve queda de 0,06%. O último aumento no número de devedores foi registrado em fevereiro deste ano, de 0,41%.
O indicador mostrou também que cerca de 16,8 milhões de consumidores com contas sem pagar têm entre 30 e 39 anos. Logo em seguida aparecem os adultos com idade entre 40 e 49 anos (12,8 milhões) e em terceiro lugar, os consumidores de 50 a 64 anos (11,7 milhões). Jovens adultos de 25 a 29 anos são 7,8 milhões de inadimplentes, e os idosos de 65 a 84 anos, são 4,7 milhões. Na faixa etária dos mais jovens, de 18 a 24 anos, 5,1 milhões de consumidores têm alguma conta em atraso e o CPF registrado em cadastros de devedores.
“A faixa dos 30 anos de idade coincide com um período de grandes responsabilidades da vida adulta, como casamento, filhos, aluguel ou aquisição da casa própria. É um momento em que as atribuições financeiras crescem de forma muito acentuada, exigindo organização”, justifica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
Na avaliação do presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o recuo da inadimplência se explica porque o consumidor, no geral, está se endividando menos. “Se por um lado, as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, a maior restrição do crédito age na direção contrária, limitando a tomada de crédito e o crescimento da inadimplência”, disse (SPC/CNDL).

Varejo paulista cresceu 3,6% no primeiro semestre

O crescimento das vendas varejistas demonstra que o ciclo de recomposição do consumo segue sólido.

A retomada do ciclo de recuperação do consumo, mesmo diante das instabilidades políticas, impactou de forma incisiva para o crescimento das vendas do varejo no Estado de São Paulo, indicando que o processo de recuperação do setor está se realizando de maneira sólida. Em junho, o faturamento real do comércio varejista paulista registrou alta de 4,7% na comparação com o mesmo mês de 2016, atingindo R$ 49,6 bilhões, cerca de R$ 2,2 bilhões acima do valor apurado no mesmo período do ano passado.
Essa foi a quarta elevação mensal consecutiva e a quarta maior cifra registrada para um mês de junho desde o início da pesquisa, em 2008. No acumulado do primeiro semestre, as vendas cresceram 3,6%, o que representa um faturamento R$ 10,1 bilhões superior ao obtido no mesmo período de janeiro a junho de 2016. Considerando os últimos 12 meses, o setor apresentou alta de 2,7%.
Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo, realizada mensalmente pela FecomercioSP, com base em informações da Secretaria da Fazenda (Sefaz-SP). Assim como ocorreu em maio, em junho, as 16 regiões analisadas pela FecomercioSP apresentaram crescimento no faturamento na comparação com o mesmo mês de 2016. Os maiores avanços foram observados nas regiões de Araraquara (7,7%), Araçatuba (7,4%) e Taubaté (6,9%).
Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, o aspecto mais relevante é que, ao contrário dos meses anteriores, essa meçhoira ocorre quando o cenário político encontra seu momento mais instável e turbulento, em decorrência da eclosão de uma nova crise política envolvendo as principais lideranças do País, contaminando o ambiente econômico com a elevação das incertezas. O crescimento das vendas varejistas registrado em junho, porém, demonstra que o ciclo de recomposição do consumo segue sólido e foi preponderante para a recuperação das vendas no comércio (AI/FecomercioSP).

Indústria: intenção de investimentos no terceiro trimestre

O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria, medido pela FGV, recuou 2,8 pontos no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O indicador, que mede o ímpeto de investimento das indústrias, caiu para 105,1 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos. Entre o segundo e o terceiro trimestres de 2017, houve redução tanto da parcela de empresas que preveem investir mais (de 25,6% para 21,1%), quanto das que preveem investir menos (de 17,7% para 16%).
Segundo a pesquisa, o grau de incerteza aumentou nas empresas industriais. As empresas incertas quanto à execução do plano de investimentos cresceram de 21,3% no segundo trimestre deste ano para 27,3% no trimestre seguinte. O percentual de empresas certas de seus planos de investimentos também cresceu, mas em ritmo mais moderado, já que subiu de 25% no segundo trimestre para 28,2% no terceiro trimestre.
Segundo a FGV, a queda de 2,8 pontos do Indicador de Intenção de Investimentos “retrata bem a dificuldade de acelerar investimentos em um ambiente de elevadas ociosidade e incerteza. O setor industrial coloca-se em compasso de espera por notícias que aumentem o grau de certeza quanto ao rumo da economia no horizonte de dois a três anos”, diz a nota (ABr).

BNDES defende indicação de administrador interino para JBS

O BNDES defendeu ontem (13) a indicação de um administrador interino para a JBS, como recomenda a Lei das S.A. O BNDES detém 21,3% do capital da empresa por meio de sua subsidiária BNDESPar. Em nota divulgada após a prisão do presidente executivo (CEO) da JBS, Wesley Batista, o BNDES sugere que o Conselho de Administração da companhia escolha um “administrador interino”. Segundo a instituição, o início do processo de renovação dos quadros estatutários da JBS pode contribuir para a preservação da empresa.
O BNDES reafirmou que é favorável à realização de assembleia geral extraordinária para deliberar sobre as medidas necessárias à defesa dos direitos e interesses da empresa e referentes às responsabilidades “pelos prejuízos causados por administradores, ex-administradores e controladores envolvidos em atos ilícitos por eles já confessados”.
O banco recorreu da decisão judicial que, no dia 1º deste mês, suspendeu a realização da assembleia por 15 dias e propõe que esta seja realizada o mais rápido possível “e sem o conflito de interesses que seria caracterizado pelo voto dos controladores. Essa questão “foi levantada pela BNDESPar, em conjunto com a Caixa, e acolhida pelo Judiciário de primeira instância em decisão liminar”, diz a nota. O banco mantém sua intenção de voto na assembleia (ABr).

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