Papa critica ‘excesso’ de desigualdades sociais na América Latina

Para o papa, a crise econômica e social atingiu a população e produziu um aumento da pobreza, do desemprego e das desigualdades sociais.

O papa Francisco falou sobre a situação da América Latina na sexta-feira (30), durante uma audiência pelo 50º aniversário do Instituto Ítalo-Latino Americano (Iila) e criticou o “excesso de desigualdades” que existem no continente

Segundo o Pontífice, a “atual crise econômica e social atingiu a população e produziu um aumento da pobreza, do desemprego, das desigualdades sociais assim como a exploração e o abuso de nossa ‘casa comum’ [o meio-ambiente]”.
“Perante essa situação, há a necessidade de uma análise que leve em conta a realidade concreta das pessoas, a realidade de nosso povo. Isso ajudará a perceber quais são as necessidades reais que existem, bem como perceber a riqueza que cada pessoa tem e que cada povo leva consigo”, disse aos membros do Iila. O papa argentino destacou que o continente latino-americano tem países com “riqueza de histórias, cultura e recursos naturais” e disse que as populações locais são formadas por “pessoas boas e solidárias com outros povos”.
Citando as recentes tragédias naturais que atingiram, por exemplo, a Colômbia e o Chile, Francisco ressaltou que os latino-americanos “deram um exemplo a toda a comunidade internacional” na solidariedade demonstrada nesses momentos e que isso deve ser “apreciado e potencializado”. No entanto, ele fez um apelo para que a “cultura do diálogo”, um dos temas de seu Pontificado, seja usada para resolver as graves crises que atingem as nações locais e criticou a corrupção existente.
“Alguns países estão atravessando momentos difíceis em níveis políticos, sociais e econômicos. Os cidadãos que têm menos recursos são os primeiros a perceber a corrupção que existe em diversos estratos sociais e a má distribuição das riquezas. Mas, a promoção do diálogo político é essencial”, acrescentou. Jorge Mario Bergoglio ainda pediu que esse diálogo não seja “entre pessoas surdas”, que só queiram falar e não ouçam o que os outros tem a oferecer para o crescimento de todos.
“É uma troca de confiança recíproca, que sabe que do outro lado há um irmão com a mão estendida para ajudar, que deseja o bem para ambos e quer reforçar as ligações de amizade e fraternidade para progredir nos caminhos da justiça e da paz”, disse. O líder católico ainda falou sobre a emigrações e pediu que as pessoas que vivem esse “drama” tenham seus direitos respeitados por todos.
“A emigração sempre existiu, mas nos últimos anos aumentou de uma maneira nunca vista antes. A nossa gente, impulsionada pelas necessidades, vai em busca de ‘novos oásis’, onde pode encontrar mais estabilidade e um trabalho que garanta dignidade. Mas, nessa busca, muitas pessoas sofrem violações dos próprios direitos”, afirmou (ANSA).

Dnit fará pesquisa com motoristas sobre condições das rodovias

A expectativa é que mais de 500 mil entrevistas sejam feitas nos sete dias de levantamento.

Deste sábado (1º) até o dia 7, os condutores de veículos que passarem pelas principais rodovias federais do país serão alvo da Pesquisa de Origem e Destino, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A ação é a terceira etapa da pesquisa feita pelo Ministério dos Transportes, em parceria com a UFRJ e o Comando de Operações Terrestres do Exército (Coter). Nesta etapa será feito um diagnóstico socioeconômico das viagens nas rodovias federais.
A expectativa é que mais de 500 mil entrevistas sejam feitas nos sete dias de levantamento. A pesquisa é fundamental para o aprimoramento das demandas por transportes nas rodovias. “É a oportunidade para identificarmos os gargalos e definirmos as prioridades de gestão para que possamos oferecer as melhores condições de trafegabilidade”, afirmou em nota o diretor-geral do Dnit, Valter Casimiro Silveira.
Ao todo, 5 mil militares do Exército estarão posicionados em 123 postos de 24 estados. Entre as principais rodovias da operação, estão a BR-116, BR-101, BR-153, BR-163 e BR-364. Os militares aplicarão um questionário aos motoristas de veículos de passeio e de carga sobre os motivos da viagem e as condições das estradas. Essa pesquisa teve início no ano passado, com a coleta das informações divididas em quatro etapas. Na primeira fase, foram contados e classificados 3.549.768 veículos e entrevistados 210.984 condutores. Na segunda, a pesquisa contabilizou 297.242 mil entrevistas e 2.322.899 veículos.
O trabalho é uma ação estratégica do Plano Nacional de Contagem de Tráfego, que identifica os gargalos logísticos dos principais corredores de transportes do país, a necessidade de expansão ou adequação de capacidade das rodovias, e de projetos para construção ou manutenção da malha rodoviária brasileira.

Nevada, nos EUA, permite o uso recreativo de maconha

Nevada se transforma neste domingo (1º) no sétimo estado dos Estados Unidos, além do distrito de Columbia, a legalizar a venda e o consumo de maconha para uso recreativo. Prognósticos do governo estadual apontam que o novo negócio pode produzir mais de US$ 60 milhões em receitas fiscais durante os próximos dois anos, dinheiro que, segundo o senador Tick Segerblom, responsável pela medida, já foi somado ao orçamento de Educação do estado.
Desta maneira, Nevada amplia uma legislação que antes só autorizava o consumo e distribuição da Cannabis para fins medicinais e se equipara aos estados de Washington, Alasca, Oregon, Califórnia, Colorado, Maine, Massachusetts e Distrito de Columbia (DC). Os 37 dispensários de Nevada que têm licença para vender um máximo de uma onça (28 gramas) de maconha por cliente estimam que sua clientela pode triplicar. No entanto, a medida está sob análise desde a sua aprovação em novembro e há uma batalha legal pela revenda da maconha.
Os atacadistas de bebidas alcoólicas querem ter a exclusividade deste negócio, enfrentando os donos de dispensários que acreditam ter o mesmo direito. Por enquanto, será obedecida a ordem ditada por um juiz da capital do estado, Carson City, que nomeou os atacadistas de bebidas como mediadores entre os cultivadores e os dispensários durante os próximos 18 meses (Agência EFE).

Fiat 500 completa 60 anos

Fiat temproario

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) anunciou a criação de uma série especial do Fiat 500 em comemoração aos 60 anos do modelo. A nova versão será vendida a partir de 4 de julho. Batizado como “Anniversario”, o veículo, inspirado na “Dolce Vita”, é totalmente vintage e ficará disponível em duas cores exclusivas: verde Riviera e laranja Sicília. O carro pode ser adquirido tanto no modelo hatch quanto conversível.
Com teto de lona e retrovisores cromados, o Fiat 500 também chama a atenção por suas rodas de alumínio aro 16 que imitam as rodas de metal antigas. Seu preço promocional de lançamento é de a partir de 13,6 mil euros. Em seu interior, os bancos contam com listras horizontais, ar-condicionado digital, sensor de estacionamento, além de pacote opcional Tech, que inclui mostrador digital de sete polegadas no painel, Apple Car Play e Android Auto. Todos os detalhes foram projetados para relembrar o estilo do ano 1957, quando o carro foi lançado.
O Fiat 500 já teve inúmeras séries especias, incluindo edições realizadas em parceria com marcas de luxo como as grifes Gucci e Diesel, além da fabricante de lanchas Rivas (ANSA).

Parlamento da Alemanha legaliza casamento gay

O plenário do Bundestag, a Câmara dos Deputados da Alemanha, aprovou na sexta-feira (30) um projeto que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo no país. A nova lei, que ainda precisa ser ratificada pela Câmara Alta do Parlamento para entrar em vigor, o que deve acontecer até o fim do ano, vai conceder aos homossexuais o direito à adoção.
A decisão foi apoiada por 393 deputados, recebeu 226 votos contrários e quatro abstenções. A iniciativa, liderada pelos social-democratas, rompe um acordo de coalizão com os conservadores da chanceler Angela Merkel que, na busca de seu quarto mandato, durante a eleição nacional no dia 24 de setembro, foi contra o projeto, mas ponderou: “Eu espero que a votação de hoje não apenas promova respeito entre as diferentes opiniões, mas também traga mais coesão social e a paz.
“Para mim, o casamento é, segundo nossa Constituição, uma união entre um homem e uma mulher. Por isto votei contra o projeto”, afirmou a chanceler à imprensa. Em nome da União Democrata Cristã (CDU), o líder do grupo parlamentar, Volker Kauder, se transformou em porta-voz dos que defendem que “o casamento é a união entre um homem e uma mulher”, mas disse respeitar seus companheiros que têm opinião diferente (ANSA).