Mercado da saudade: brasileiros têm 20 mil pequenos empreendimentos no exterior

Lançados os primeiros guias da série ‘Como empreender no exterior’, juntamente com o livro ‘Brasileiros nos Estados Unidos’.

Feijão, pão de queijo, café e tapioca são alguns produtos dos quais muitos brasileiros sentem falta quando se mudam para outro país

Diante dessa demanda saudosa, alguns conterrâneos transformam a oportunidade em negócio. Segundo levantamento do Ministério das Relações Exteriores divulgado na sexta-feira (7), há cerca de 20 mil micro e pequenos empreendimentos formais de brasileiros no mundo. Os Estados Unidos concentram a maior parte deles, com 9 mil. Em seguida estã o Japão, com 1,5 mil, e a França, com 1.320.
O chamado mercado da saudade é o segmento especializado em comercializar produtos nacionais para as comunidades brasileiras no exterior. Além de alimentos, vestuário e outros bens de consumo, englobam também serviços como salões de beleza, academias de musculação, de dança e de capoeira. “Esses segmentos estão indo muito bem e têm conquistado também a clientela estrangeira. Temos japoneses em aula de samba, temos americanos em aula de zumba, capoeiristas estrangeiros”, disse a diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior, ministra Luiza Lopes.
Apenas nos Estados Unidos, a estimativa é que 48,3 mil brasileiros desenvolvam atividades autônomas informais. “Há campos ainda para serem conquistados pelos brasileiros, vemos pelo perfil deles, que há potencial muito grande”, acrescentou a diplomata. Por causa da expansão desse mercado, o Itamaraty terá ações para fomentar e apoiar os micro e pequenos empreendedores no exterior. Hoje, como parte dessas medidas, foram lançados 16 guias, de 13 países, com orientações específicas de como empreender em cada localidade.
Os guias trazem informações sobre questões como impostos que devem ser pagos, quais são as regras trabalhistas, quais são os benefícios aos quais os empreendedores têm direito em cada localidade, entre outras. Ao todo, o Brasil tem cerca de 3,1 milhões de cidadãos vivendo em outros lugares do mundo. Os guias têm como foco as localidades onde há mais empreendedores com esse perfil. As publicações lançadas abrangem informações sobre Alemanha, Bélgica, Chile, Holanda, Luxemburgo, Irlanda, Itália, Japão, Reino Unido, Suíça e Suriname, além de guias específicos para as regiões da Nova Inglaterra e da Flórida, nos Estados Unidos; e do Québec, no Canadá.

Acordo garante visto permanente a brasileiros e uruguaios

Brasileiros e uruguaios terão mais facilidade para obter visto de residência no dois países.

O Diário Oficial da União publicou na sexta-feira (7) o acordo firmado entre o Brasil e o Uruguai que permite a ampliação da circulação de pessoas entre os dois países. O objetivo do acordo é facilitar os trâmites de imigração permanente para cidadãos brasileiros e uruguaios e aumentar a integração dos países vizinhos. A partir deste acordo, brasileiros e uruguaios poderão ter visto permanente sem a exigência de tempo prévio de residência temporária.
Para os interessados na residência permanente, é exigida a apresentação de documento de identificação pessoal, como passaporte válido, carteira de identidade, documento especial de fronteiriço ou certidão de nacionalidade expedida pelo agente consular do país de origem. Os requerentes também devem apresentar certidão ou declaração pessoal, que ateste negativa de antecedentes judiciais, penais ou policiais, no país de origem ou nos que houver residido nos cinco anos anteriores à sua chegada ao país de destino.
É necessário ainda entregar outra declaração pessoal de ausência de antecedentes internacionais penais ou policiais. No Brasil, os pedidos de visto devem ser feitos junto a representação consular brasileira. As solicitações de residência permanente devem ser apresentadas na Polícia Federal ou diretamente na Secretaria Nacional de Justiça. No Uruguai, os pedidos tramitarão na representação diplomática uruguaia ou na Direção Nacional de Migração.
Os processos são isentos de taxas e permitem aos migrantes o direito a exercer qualquer atividade no país de destino, nas mesmas condições que os nacionais, “observados os limites impostos pelas normas internas de cada Parte”. O acordo entrará em vigor em 30 dias após a ratificação do documento nos dois países (ABr).

Fiocruz aponta risco de volta da febre amarela urbana

Rio de Janeiro - Doença silvestre desde a década de 1940, a febre amarela pode voltar a se tornar uma enfermidade de cidade. Pesquisa dos Institutos Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e Evandro Chagas, em parceria com o Instituto Pasteur, em Paris, mostrou que mosquitos urbanos, como Aedes aegypti e Aedes albopictus, têm elevada capacidade para a transmissão do vírus da febre amarela.
Um dos autores do estudo, Ricardo Lourenço, chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do IOC, explicou que a intenção do trabalho era avaliar o risco de a febre amarela voltar a se tornar uma doença das cidades. Neste ano, foram registrados 797 casos da doença no Brasil, com 275 mortes. Mas todas as pessoas foram picadas por mosquitos silvestres ao entrarem em áreas de matas.
Para avaliar o risco de reurbanização, foram testados mosquitos urbanos (Aedes aegypti e Aedes albopictus) do Rio de Janeiro, onde não havia registros da doença havia 70 anos, de Manaus e Goiânia. “O vírus vai evoluindo no tempo, produzindo mutações, criando adaptações. Por isso precisávamos fazer a comparação. E, de fato, a chance de transmissão dos vírus é muito grande pelos insetos do Rio de Janeiro e de Manaus. A transmissão ocorre nos mosquitos de Goiânia em menor grau”, afirmou Lourenço (AE).

Votação histórica na ONU aprova proibição de armas nucleares

Presidente da conferência, Elayne Gomez destacou o “momento histórico” da assinatura do primeiro tratado multilateral de desarmamento nuclear.

As Nações Unidas adotaram na sexta-feira (7) o primeiro tratado legalmente vinculativo de proibição de armas nucleares. O documento foi aprovado com 122 votos a favor, uma abstenção (de Singapura) e um voto contra (da Holanda) e prevê que os países que o ratificaram “nunca sob nenhuma circunstância devem desenvolver, testar, produzir, fabricar, adquirir, possuir ou armazenar armas nucleares ou outros dispositivos explosivos nucleares”.
O documento também proíbe qualquer transferência ou uso desse tipo de armamento, além da ameaça do uso dessas armas. Antes da adoção, a presidente da conferência das Nações Unidas que negociou o tratado, Elayne Whyte Gomez, destacou o “momento histórico” pela conclusão positiva do primeiro acordo multilateral de desarmamento nuclear em mais de 20 anos.
Elayne, que também é embaixadora da Costa Rica junto à ONU em Genebra disse que essa norma legal era aguardada há 70 anos, desde o uso das bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, final da Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1945.
Um total de 141 países participaram nas três semanas de negociações do tratado, que preconiza uma proibição total de armas nucleares, liderados pela Áustria, Brasil, México, África do Sul e Nova Zelândia. Nenhum dos nove países do mundo que possuem armas nucleares -- Estados Unidos, Rússia, Reino Unido, França, Israel, China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte -- participou nas negociações (ABr/ONU News).

Petrobras inicia venda de ativos no Paraguai

A Petrobras deu início à venda de ativos no Paraguai. O objetivo é alienar integralmente sua participação acionária nas empresas Petrobras Paraguay Distribución Limited, Petrobras Paraguay Operaciones y Logística SRL e Petrobras Paraguay Gas SRL. A estatal brasileira atua no Paraguai, por meio das sociedades discriminadas, no mercado de distribuição e comercialização de combustíveis, GLP (gás de cozinha) e lubrificantes, com uma rede de 197 estações de serviços e 113 lojas de conveniência.
A companhia está presente também nos segmentos de aviação, com operações em três aeroportos, e de grandes consumidores, sendo a maior distribuidora de combustíveis no Paraguai. Tem ainda um terminal próprio de distribuição de derivados de petróleo na cidade de Villa Elisa.
A divulgação do fato ao mercado está de acordo com a sistemática para desinvestimento da Petrobras, revisada e aprovada pela diretoria da companhia, e alinhada às orientações do Tribunal de Contas da União (TCU). O documento contendo as principais informações sobre a oportunidade, além dos critérios para a seleção dos participantes, está disponível no site da Petrobras (ABr).

Inflação deve fechar o ano entre 3,4% e 3,6%

A inflação deve cair ainda mais nos próximos meses. Segundo o professor da Escola de Economia de São Paulo da FGV, Joelson Sampaio, a energia mais barata e a queda de preço do setor de alimentos são os responsáveis por essa queda. “Os consumidores têm sentido essa redução na compra de alguns alimentos como feijão, milho, arroz entre outros e na conta de energia também”, explica Sampaio.
Sobre a nova meta de inflação estipulada pelo governo de 4,5% para 2017 e 2018; para 4,25% em 2019; e 4% em 2020, o professor não contesta. “É possível sim, desde que o governo mantenha um comprometimento com a nova meta. A atual meta de 4,5% é alta quando comparada com outros países. Então, essa redução é um bom sinal para o mercado”, destaca Sampaio (FGV).