Pesquisa mostra que 95% dos turistas estrangeiros pretendem voltar

O Rio é o destino turístico preferido, representando 32,2%, seguido por Florianópolis (17,9 %), Foz do Iguaçu (13,2 %) e São Paulo (9,1 %).

Pesquisa feita pelo Ministério do Turismo, divulgada ontem (13), aponta que 95% dos turistas estrangeiros que estiveram no Brasil em 2016 têm intenção de voltar ao país

O levantamento avaliou 16 itens de infraestrutura e serviços turísticos, como: hospitalidade, alojamento, gastronomia, aeroportos, segurança, limpeza, sinalização turística, entre outros. Ao todo, 37.634 turistas foram entrevistados.
À exceção da categoria ‘telefonia e internet’, que recebeu o menor índice de aprovação, de 69,6% dos entrevistados, os demais 15 itens receberam avaliações superiores à 70%, como a hospitalidade (98%) , alojamento (95,7%) , gastronomia (95,4%) e restaurantes (95%). A avaliação final da experiência no Brasil foi positiva para 87,7% dos entrevistados. Ao todo, 56,8% dos turistas que visitaram o Brasil em 2016 vieram da América do Sul, um crescimento de 32,2% em cinco anos.
Os argentinos seguem na liderança entre os vizinhos e representam 34,9% do total de visitantes no país. Somada às participações de Paraguai (4,8%) , Chile (4,7%) e Uruguai (4,3%) , respondem por 48,7% do receptivo brasileiro.
A segunda principal origem dos turista são os Estados Unidos que, em 2016, enviou pouco mais de 570 mil visitantes. França e Alemanha destacam-se entre os europeus, ocupando respectivamente a 6ª e 7ª posição. Turistas provenientes dos países europeus e dos Estados Unidos tem um gasto per capita, de aproximadamente o dobro do verificado entre os visitantes da América do Sul, com destaque para os norte-americanos que gastaram US$ 1.234, quase 2,2 vezes mais que os argentinos, US$ 548,92.
O turismo de “Sol e Praia” continua sendo o principal atrativo da vinda ao Brasil, responsável por 68,8% da motivação das viagens a lazer. Já 16,6% dos estrangeiros buscavam natureza, ecoturismo ou aventura em sua experiência em nosso país e 9,7% citaram o turismo cultural com principal motivo. Os entrevistados também destacaram como motivação a visitas a amigos e parentes (21%) e negócios, eventos e convenções (18,7 %). O Rio de Janeiro foi o destino turístico preferido, representando 32,2% , seguido por Florianópolis (17,9 %), Foz do Iguaçu (13,2 %) e São Paulo (9,1 %). No turismo de negócios, as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte são as mais visitadas (ABr).

Maggi viaja aos EUA para discutir retomada de exportações de carne

Estados Unidos suspenderam a importações de carne fresca brasileira.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi deverá reunir-se na próxima segunda-feira (17) com o secretário de Agricultura do governo norte-americano, Sonny Perdue, em Washington, para discutir a retomada de exportações de carne. A viagem foi confirmada pelo secretário-executivo da pasta, Eumar Novacki, que está em Genebra participando de reunião do Codex Alimentarius, grupo vinculado à FAO. A visita ocorre após a suspensão, no final de junho, de todas as importações de carne fresca do Brasil.
Maggi havia manifestado a intenção de ir pessoalmente aos Estados Unidos depois da decisão norte-americana e, em coletiva de imprensa, Novacki disse que o ministro viajaria apenas se fosse confirmada reunião com Perdue. Foram 17 anos de negociações para que o Brasil conseguisse exportar carne fresca para os Estados Unidos, o que se concretizou em setembro do ano passado. No total, 15 plantas frigoríficas exportavam carne in natura para os Estados Unidos e acumularam, de janeiro a maio, US$ 49 milhões com esse comércio.
Para a pasta, os problemas comunicados pelo governo norte-americano são decorrentes da vacinação contra a febre aftosa, que poderia causar inflamações. A aparência fica comprometida, segundo o ministério, mas o produto não oferece nenhum risco a saúde. O Brasil exporta para os Estados Unidos a parte dianteira do boi inteira, local onde o gado recebe a vacina contra a febre aftosa. Mesmo que não esteja aparente, alguma inflamação pode ser detectada quando a peça é cortada.
Para solucionar a questão, o ministério determinou que os frigoríficos brasileiros passassem a exportar para os Estados Unidos carnes in natura de cortes dianteiros apenas na forma de recortes, cubos, iscas ou tiras, o que permitiria a retirada dessas partes. Seis entidades do agronegócio propuseram outra solução: pediram ao governo federal uma mudança na composição da vacina contra febre aftosa aplicada em todo rebanho bovino. A mudança seria necessária para evitar esses abscessos (ABr).

Quase 5 milhões de italianos vivem em pobreza absoluta

Pouco mais de 4,7 dos 60,8 milhões de italianos estavam vivendo em condição de pobreza absoluta em 2016, revelou um estudo apresentado pelo Instituto Italiano de Estatísticas (Istat) ontem (13). Em número de famílias, há quase 1,7 milhão na miséria. O número representa 7,9% da população e ficou estável na comparação com os últimos quatro anos, mas está bem acima do registrado em 2012, quando 5,6% dos italianos estavam nessas condições.
Apesar da estabilidade dos últimos anos, quando é analisada a incidência da pobreza absoluta em famílias com três ou mais filhos, houve uma grande alta. Há dois anos, elas representavam 18,3% desse tipo de estrutura familiar contra 26,8% no ano passado. Houve também uma alta significativa na pobreza entre as pessoas menores de idade, que aumentaram de 10,9% em 2015 para 12,5% (1,292 milhão) em 2016. Já por regiões, a área central foi a que registrou o maior aumento de pessoas em pobreza absoluta, sendo 7,3% da população geral, e de famílias nessa situação, que representam 5,9%.
Segundo o Istat, o fato ocorreu por conta da piora nas condições de vida daqueles que vivem fora das áreas metropolitanas, em pequenas cidades com até 50 mil habitantes. No entanto, o chamado "Mezzogiorno", que representa o sul do país, ainda é o que mais tem pessoas nessas condições, com 8,5% da população atingida. Como ocorreu nos anos anteriores, a incidência da pobreza absoluta diminui conforme aumenta o grau de estudos de, ao menos, um membro da família. Ela fica em 8,2% para quem tem o ensino básico e cai para 4% quando há um diploma.
Nos grupos familiares em que a principal renda vem de alguém definido como "operário", a incidência da pobreza é o dobro (12,3%) daquelas famílias em que há alguém com cargo "mais complexo" (6,2%). Analisando por faixas etárias, como vem sendo registrado desde 2012, a relação é inversa quando se compara pobreza com idade. Nas famílias em que a pessoa de referência é alguém com mais de 60 anos, a miséria atinge 3,9% das unidades. Já naquelas que o responsável é alguém com menos de 35 anos, o número dispara para 10,4% - um valor que triplicou desde 2005 (ANSA).

ONU quer proteção para mulheres vítimas de violência sexual em Mossul

Pramila Patten, representante da ONU sobre Violência Sexual em Áreas de Conflito.

Com a liberação da cidade de Mossul, pelo exército iraquiano, uma das maiores preocupações dos representantes da Nações Unidas no local passa a ser a proteção de sobreviventes que foram vítimas do grupo terrorista Estado Islâmico (EI). Especialmente no que se refere à reinserção das mulheres e meninas mantidas em cativeiro pelo grupo.
Em comunicado, a representante especial do secretário-geral da ONU sobre Violência Sexual em Áreas de Conflito, Pramila Patten, afirmou que as mulheres têm que voltar para casa em segurança e com dignidade. Além disso, ela quer que as vítimas do EI sejam curadas e reintegradas. Em particular aquelas que deram à luz após serem estupradas por terroristas.
Patten disse que os autores dos crimes têm de ser levados à justiça e prometeu o apoio da ONU a este processo. A vitória dos militares iraquianos sobre o EI ocorreu após vários meses de combates iniciados em outubro passado.
Apesar da retomada da cidade, a situação ainda é crítica, e milhares de famílias estão deslocadas e carentes de alimentos para sobreviver. Num comunicado, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas informou já ter atendido a 1,8 milhão de pessoas desde o início da ofensiva militar. Os nove meses de combates para a reconquista de Mossul causaram o deslocamento de 1 milhão de habitantes da cidade e de áreas adjacentes.
A representante do PMA no Iraque, Sally Haydock, disse que a agência fez o melhor para apoiar os que chegavam aos acampamentos para deslocados. A preocupação da PMA agora é ajudar as pessoas que tiveram que fugir de cidades como Hawija, Tel Afar e oeste de Anbar, onde os combates continuam (ONU News).

Justiça italiana pede informações sobre Pizzolato

A Corte de Cassação da Itália exigiu novas informações do governo brasileiro sobre as garantias do sistema penitenciário nacional para que Henrique Pizzolato, ex-presidente do Banco do Brasil que fugiu em 2013, após ser condenado no Mensalão, possa responder por mais um processo no país. Pizzolato foi encontrado em Maranello em fevereiro de 2014 e extraditado ao Brasil em outubro de 2015. Atualmente, ele está detido no centro de Papuda, em Brasília.
A solicitação da Corte de Cassação ao governo brasileiro se refere à uma extensão do pedido extradição protocolado pelo Brasil, a qual permite que Pizzolato responde a uma outra ação no país, desta vez por falsificação ideológica de documentos. Cabe à Justiça da Itália autorizar o procedimento, já que Pizzolato foi extraditado em outubro de 2015 apenas para cumprir uma pena de 12 anos e 7 meses de prisão por crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
Mas o advogado de Pizzolato, Alessandro Sivelli, entrou com um recurso na Corte de Cassação para impedir que o brasileiro responda a outro processo no país. “Foi provado que o governo brasileiro não respeitou os compromissos que assumiu”, acusou o advogado. “Além disso, apesar de ter obtido o direito ao regime semiaberto, ainda não goza de tal benefício”, apontou o advogado. A audiência na Corte de Cassação estava agendada, mas o tribunal decidiu pedir mais informações ao governo brasileiro antes de dar a sentença final. A última palavra caberá ao ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando (ANSA).

Julgamento de Lula em 2ª instância pode demorar um ano

A 8ª Turma do TRF4, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, julgará em segunda instância o processo que levou à condenação do ex-presidente Lula. Os desembargadores, sediados em Porto Alegre, têm levado em média um ano para julgar os casos da operação. Se for condenado em segunda instância até 15 de agosto do ano que vem, quando se encerra o prazo para registro de candidaturas no TSE, Lula não poderá concorrer a cargo eletivo.
Isso porque a sentença de Moro prevê que Lula fique interditado para o exercício de cargo ou função pública por 19 anos, caso a decisão seja confirmada pelos desembargadores. Aliados do ex-presidente têm afirmado que a decisão tem como objetivo inviabilizar sua candidatura à presidência da República em 2018.
Em um primeiro momento, a apelação será recebida pelo próprio juiz de primeira instância, Sérgio Moro, que fará uma avaliação técnica da peça e a remeterá ao tribunal. No TRF4, os processos são encaminhados à 8ª Turma, composta pelos desembargadores federais João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus (ABr).