Cientistas descobrem substância que pode bloquear produção do vírus Zika

Em mais de 99% dos testes a produção do vírus diminuiu com a 6MMPr, usando diferentes dosagens e tempos de reação.

Cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco descobriram uma substância que pode bloquear a produção do vírus Zika em células epiteliais e neurais

O estudo a respeito da 6-metilmercaptopurina ribosídica (6MMPr) foi publicado na última sexta-feira (11) na revista International Jornal of Antimicrobial Agents, mas a instituição divulgou sómente ontem (15) a descoberta.
A substância atua contra o tipo de zika que circula no Brasil. Os testes foram realizados in vitro pelo Departamento de Virologia e Terapia Experimental da Fiocruz Pernambuco. Em mais de 99% dos testes a produção do vírus diminuiu com a 6MMPr, usando diferentes dosagens e tempos de reação.
O estudo também identificou que a 6MMPr é menos tóxica para as células neurais, uma boa notícia para futuros tratamentos de infecções no sistema nervoso. “Diante das manifestações neurológicas associadas ao vírus Zika e os defeitos congênitos provocados pelo mesmo, o desenvolvimento de antivirais seguros e efetivos são de extrema urgência e importância”, afirma o coordenador da pesquisa, Lindomar Pena, conforme texto enviado pela Fiocruz.
A investigação da substância começou há um ano, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe). O próximo passo da pesquisa é uma avaliação in vivo, ou seja, feita em um organismo vivo (ABr).

Mais de 100 atletas brasileiros já estão em Taipei para Universíade

110 esportistas já viajaram para a Ásia e mais 71 vão se deslocar para o evento, que começa no próximo sábado (19).

Mais da metade dos atletas que vão representar o Brasil na Universíade de Taipei já chegou à cidade taiwanesa para se preparar para as provas. Segundo a Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU), 110 esportistas já viajaram para a Ásia e mais 71 vão se deslocar para o evento, que começa no próximo sábado (19). Entre atletas, técnicos e dirigentes, o Brasil vai levar cerca de 300 pessoas para a 29ª edição do evento, que é a segunda maior competição esportiva do mundo em número de participantes.
São previstos 10 mil competidores de 170 países. A única competição que supera esses números são os Jogos Olímpicos, que reuniram 11.238 atletas de 207 países no Rio de Janeiro, no ano passado. Já chegaram a Taiwan os atletas brasileiros do futebol, vôlei, judô, taekwondo, levantamento de peso, tênis, saltos ornamentais e esgrima. Ainda faltam desembarcar as delegações de tênis de mesa, natação, atletismo, ginástica rítmica, badminton e wushu/kung fu.
Em solo asiático, os atletas do futebol e do vôlei já disputaram amistosos contra o México como parte da adaptação à ilha, cujo fuso horário difere da hora de Brasília em 11 horas. No futebol masculino, o Brasil empatou em 3 a 3; no feminino, o resultado foi uma vitória por 3x1; e no vôlei masculino, o Brasil venceu por três sets a dois. Não houve amistoso do vôlei feminino.
Como na Olimpíada, os primeiros jogos de futebol vão ocorrer antes da abertura oficial do evento. O Brasil enfrenta a seleção feminina da Colômbia, no Chang Gung University Stadium, no dia 18, às 3h da manhã, horário de Brasília. O futebol masculino estreia contra a Rússia também no dia 18, no Hsinchu County Stadium, às 6h30, horário de Brasília (ABr).

Universidades federais 'só têm dinheiro' até setembro

Renegociação de contratos, redução nos cardápios em restaurantes universitários, falta de recursos para manutenção, atraso no pagamento de contas. Essa é a realidade de algumas universidades federais, que reclamam da falta de verbas e do contingenciamento de recursos feito pelo governo federal. O presidente da Andifes, Emmanuel Tourinho, diz que os valores de custeio previstos para este ano para as universidades não são suficientes.
“Não será possível manter as instituições funcionando adequadamente se esse quadro não for rapidamente alterado. Os valores liberados até agora só garantem o funcionamento das instituições até setembro”, diz. Segundo ele, não há recursos para concluir as obras inacabadas, e universidades mais antigas estão com infraestrutura deteriorada por falta de recursos para manutenção. “É imprescindível recompor imediatamente os orçamentos das universidades federais. O prejuízo no longo prazo será incalculável”, diz Tourinho, que também é reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA).
Na semana passada, o MEC anunciou um aumento em cinco pontos percentuais no limite de empenho para custeio e investimento de universidades e institutos federais. Com o aumento, o limite do custeio, que é utilizado para a manutenção das instituições de ensino, passou de 70% para 75% e o limite de capital, utilizado para adquirir equipamentos e fazer investimentos, passou de 40% para 45%. Mesmo com a liberação, o presidente da Andifes diz que a situação das instituições não muda, quanto a sua capacidade de honrar compromissos até setembro.

Diego Costa diz que foi tratado como ‘criminoso’ no Chelsea

Diego Costa diz que foi tratado como ‘criminoso’ no Chelsea.

Sem espaço no Chelsea, o atacante brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa voltou a comentar sobre sua relação conturbada com o técnico Antonio Conte. Desta vez, ao jornal inglês “Daily Mail”, o jogador afirmou querer voltar ao Atlético de Madrid e disse que está sendo tratado como um “criminoso” na equipe inglesa. Mesmo sendo um dos destaques dos “Blues” na temporada passada, com 20 gols marcados, Diego Costa recebeu em junho uma mensagem de texto do treinador italiano informando que o atacante não faria mais parte dos planos do Chelsea.
Desde então, Diego Costa está afastado, e mostrou muita mágoa com os diretores do clube londrino. “Eles querem que eu fique treinando com os reservas. Eu não teria permissão para ir ao vestiário do time profissional e não teria contato com nenhum dos jogadores. Eu não sou um criminoso!”, comentou. Sobre Antonio Conte, Diego Costa revelou. “Eu o respeito como um grande treinador. Ele fez um bom trabalho, eu posso ver isso. Mas não como pessoa. Ele não é um treinador que fica perto dos seus jogadores, ele é muito distante. Não tem carisma”.
O atacante de 28 anos ainda não escondeu o desejo de retornar ao clube onde se destacou entre 2012 e 2014, o Atlético de Madrid. “Meu desejo é ir para o Atlético de Madrid. Eu rejeitei outras ofertas. Eles queriam me vender para a China e outros clubes. A língua é melhor para mim na Espanha. Se eu sair, vou para o clube que eu quero ir, não o que está pagando mais”, disparou.
Sem jogar e com contrato até 2019, Diego Costa está aproveitando suas “férias” em sua cidade natal, Lagarto, no interior do Sergipe. A cada semana sem se apresentar no clube inglês, o jogador revela que está sendo multado. “ Não sou movido pelo dinheiro. Estou aberto a ficar um ano no Brasil sem jogar, mesmo que o Chelsea fique um ano sem me pagar”, concluiu.
A janela de transferências de verão se encerra no dia 31 de agosto, e Diego Costa é desejado por empréstimo por alguns clubes, como o Milan. O atleta ficaria até dezembro e depois seria transferido ao Atlético de Madrid para dar sequência na carreira. Na primeira rodada do Campeonato Inglês, os comandados de Antonio Conte e atuais campeões, foram surpreendidos pelo Burnley, ao serem derrotados por 3 a 2 no Stamford Bridge, em Londres (ANSA).

Após semanas de ameaças, Coreia do Norte recua contra EUA

Após semanas de trocas de ameaças com os Estados Unidos, a Coreia do Norte recuou ontem (15) e disse que “esperará” as ações do inimigo para, depois, decidir quais passos dar. De acordo com a agência de notícias KCNA, o líder norte-coreano, Kim Jong-un decidiu “analisar” o “estúpido comportamento ianque”.
“Para reduzir as tensões e prevenir um perigoso conflito nuclear na península coreana, é necessário que os EUA façam escolhas adequadas que se traduzam em ações”, afirmou Kim Jong-un. A declaração comprova um recuo do líder norte-coreano, o qual havia tecido várias ameaças aos EUA, a última delas sobre um possível ataque à ilha de Guam, território norte-americano no Oceano Pacífico.
Além disso, o país vinha realizando testes de mísseis constantemente, como forma de demonstrar seu potencial militar. Apesar do gesto, a Coreia do Sul também aumentou o tom e anunciou que nenhuma guerra acontecerá sem o seu consenso. “Não deve ocorrer nunca mais uma guerra. Ninguém pode decidir promover uma ação militar sem o nosso consenso”, disse o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, durante a comemoração de 72 anos pelo fim da Segunda Guerra Mundial e da dominação colonial japonesa na península.
O governo de Seul tem sido o mais enfático para que os Estados Unidos e a Coreia do Norte adotem uma solução pacífica para seu confronto e reduzam a troca de ameaças. Nas últimas semanas, a escalada da tensão entre Pyongyang e Washington fez os países da Ásia, como Japão, Rússia, China e Coreia do Sul, a adotarem medidas preventivas de escudos antimísseis. Os países imploram para que haja um diálogo e se evite um confronto militar direto, que levar a uma guerra nuclear (ANSA).