Lady Di, os 20 anos da morte de uma princesa que comoveu o mundo

Muita gente compareceu ontem ao Palácio de Kensington para homenagear Diana, a Princesa de Gales.

Os príncipes ingleses William e Harry lembraram ontem (31), de forma privada, sua mãe, a princesa Diana de Gales, cuja morte ocorrida há 20 anos comoveu o mundo e mergulhou o povo britânico em um luto coletivo sem precedentes na história do Reino Unido

Os príncipes, netos da rainha Elizabeth II, decidiram passar esta data recolhidos, após homenagear sua mãe em um recente documentário no qual falaram de seu legado e personalidade, e mostraram fotos inéditas da família.
Muitos britânicos se aproximaram ontem do Palácio de Kensington, onde a princesa residia em Londres, para depositar flores, cartões e ursos de pelúcia, como forma de manter vivo o seu legado de solidariedade e de lembrar sua influência no reinado de Elizabeth II. Uma das melhores amigas de Diana, Rosa Monckton, qualificou a princesa como uma “mulher realmente extraordinária” e uma pessoa que “rompeu barreiras e o mito de ser uma princesa de conto de fadas”, em uma entrevista publicada ontem no jornal The Times.
Há 20 anos o Reino Unido amanheceu com a notícia da morte de Diana - divorciada do príncipe Charles e herdeiro da coroa britânica - em um acidente de carro em Paris, quando viajava com seu namorado na época, o empresário egípcio Dodi al Fayed, que também faleceu. A notícia do acidente chegou ao Reino Unido por volta de 1h (horário local), quando a princesa ainda estava com vida e hospitalizada, mas se sabia que ela tinha sofrido ferimentos muito graves na cabeça. A confirmação da sua morte chegou cerca de duas horas depois através de fontes reais, enquanto William e Harry passavam férias com seu pai, o príncipe Charles, e seus avós - a rainha Elizabeth II e o duque de Edimburgo - no castelo escocês de Balmoral.
A partir daí crianças, adultos e idosos, munidos de ramos de flores, começaram uma peregrinação de seis dias até os Palácios de Kensington e Buckingham para render homenagem a uma mulher da qual sentiam uma admiração que beirava a obsessão. Até o dia do funeral, em 6 de setembro de 1997 na Abadia de Westminster, o Reino Unido viveu seis dias que transformaram a monarquia, que era vista como distante e fria.
A histeria coletiva provocada pela morte de Diana forçou Elizabeth II a romper seu silêncio para viajar da Escócia ao Palácio de Buckingham, de onde saiu caminhando para ver o mar de flores, um ato sem precedentes e que surpreendeu a todos. Forçada a responder diante de tanta tristeza, a soberana se colocou em frente a uma câmera de televisão e transmitiu ao vivo uma mensagem à nação para manifestar, “como vossa rainha e como avó”, seu profundo pesar pela morte de Diana de Gales (Agência EFE).

Brasileiro cruza a Europa correndo em campanha contra a obesidade

Ralph Mesquita percorrerá 5,3 mil km correndo.

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a obesidade infantil, o ultramaratonista belgo-brasileiro Ralph Mesquita se propôs a atravessar a Europa correndo e deve chegar hoje (1º) à Espanha, o último país da missão, após percorrer mais de 4 mil km pelo continente. “Busco mostrar a crianças que é possível mudar e ter um estilo de vida saudável”, afirmou Mesquita, nascido em Campinas. De acordo com a OMS, um terço das crianças europeias sofre de obesidade ou sobrepeso.
O atleta e a equipe de profissionais que o acompanha iniciaram o percurso de 5,3 mil km de corrida em Cabo Norte, na Noruega, e deverão finalizá-lo menos de 80 dias depois em Punta de Tarifa, na província de Cádiz, o ponto mais ao sul da Europa. Após entrar na Espanha pela região autônoma de Navarra, o corredor prevê atravessar em 13 dias as províncias de Soria, Madri, Toledo, Ciudad Real, Córdoba, Sevilha e Málaga para terminar na província de Cádiz.
Mesquita tem 25 anos e há cinco tinha sobrepeso. “Quando tinha 20 anos, comecei a correr e a perder peso, e o esporte me permitiu mudar de hábitos”, disse o atleta, que é fundador da ONG Eurocross for a Cause (Cruze a Europa por uma Causa). Entre os desafios superados durante o trajeto, o corredor destacou os 800 km percorridos em uma estrada da Suécia, feito que considerou “bastante perigoso”. Além disso, apontou o calor no centro da França, o mesmo que ainda pode enfrentar na Espanha e que é visto como um “obstáculo a ser superado”.
“Teremos de cruzar o país e não será fácil”, acrescentou o atleta, que ainda tem 1.015 quilômetros de território espanhol pela frente e que troca de equipe de apoio a cada duas ou três semanas por conta da intensidade do esforço.
Depois de alcançar a meta em Tarifa, Ralph Mesquita quer compartilhar a experiência e conscientizar as crianças por meio de palestras educativas em escolas e outras instituições voltadas ao público infantil. Mesquita já passou pela Noruega, Finlândia, Suécia, Dinamarca, Alemanha, Holanda e Bélgica, e neste momento se encontra na França (Nayara Batschke/Agência EFE).

Crise econômica diminui geração de lixo pela primeira vez em 13 anos

Foram gerados 78,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos no ano passado. Na foto, lixo no Rio de Janeiro.

A geração de lixo no Brasil reduziu 2,04% em 2016 na comparação com 2015, segundo panorama divulgado ontem (31) pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Foram gerados 78,3 milhões de toneladas de resíduos sólidos no ano passado. Carlos Silva Filho, presidente da Abrelpe, não atribuiu a redução do lixo à conscientização ambiental da população, mas à crise. “É a primeira vez que temos decréscimo de resíduos sólidos no Brasil desde 2003, fruto da crise econômica, que afetou diretamente o poder de compra da população e trouxe, como consequência, o menor descarte de resíduos sólidos”.
Outro aspecto negativo atribuído à recessão econômica foi o aumento do uso de lixões, com 2.976 ainda presentes em todo o país. Tiveram destinação inadequada, em 2016, 81 mil toneladas de lixo. O uso de lixões a céu aberto cresceu de 17,2% em 2015 para 17,4% no ano passado. Os aterros controlados, que ainda existem no país, são semelhantes a lixões, por vezes cercados, com cobertura de terra para esconder os resíduos, mas sem captação de gás e chorume. Houve ligeiro aumento, passando de 24,1% em 2015 para 24,2% no ano passado. O tratamento de lixo ideal, em aterro sanitário, feito em ambiente confinado para reduzir o volume de resíduos conforme os anos, caiu de 58,7% para 58,4%.
Segundo o panorama, 96 milhões de pessoas terão a saúde afetada por contaminação dos lixões. “São doenças como alergias, infecções estomacais, doenças causadas por vetores que se proliferam no lixo como dengue, zika, chikungunya, câncer, pressão arterial. Bastante preocupante”. A coleta seletiva no Brasil estava presente em 69,3% em 2015, e registrou ligeiro aumento em 2016, passando a 69,6%. Entre as regiões brasileiras, o Sul foi o que mais implementou coleta seletiva (89,8%), seguido pelo Sudeste (87,2%), Norte (58,4%), Nordeste (49,6%) e Contro-Oeste (43,3%) (ABr).

Asteroide gigante passará hoje pela Terra

Um asteroide de mais de 4 km de diâmetro vai passar pela Terra hoje (1), segundo a Nasa. Chamado de “Florence”, ele é o maior já registrado pela agência. Mas a Nasa garante que o asteroide não apresenta riscos. O Florence foi descoberto em março de 1981 e passará pela Terra a uma distância de sete milhões de quilômetros.
“É o maior objeto celeste a passar tão perto do nosso planeta desde a descoberta do primeiro asteroide nas proximidades da Terra, há mais de um século.”, confirmou a Nasa em seu site. Segundo Paul Chodas, responsável pelo Centro para o Estudo de Objetos Próximos à Terra, da Nasa, “muitos asteroides conhecidos cruzaram a Terra com uma distância mais curta do que fará o Florence, porém, todos eles eram menores”.
Os cientistas da Nasa também planejam estudar o asteróide durante sua passagem, utilizando poderosos telescópios na Califórnia e em Porto Rico. “As imagens resultantes devem permitir determinar as dimensões exatas do asteroide e também revelar os detalhes de sua superfície com uma precisão de 10 metros”, comentaram. O Florence não deverá retornar às imediações do planeta até outubro de 2024, afirmou a Nasa (ANSA).