Mais da metade dos adultos brasileiros não chegam ao ensino médio

Em 2015, mais da metade dos adultos, com idade entre 25 e 64 anos, não tinham acesso ao ensino médio e 17% da população sequer tinham concluído o ensino básico.Apesar de ter registrado avanços nos últimos anos, a educação no Brasil ainda apresenta dados insatisfatórios

É o que mostra o relatório Education at a Glance 2017 (Um olhar sobre a educação, em tradução livre), publicado ontem (12) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No Brasil, alguns dados chamam a atenção. Em 2015, mais da metade dos adultos, com idade entre 25 e 64 anos, não tinham acesso ao ensino médio e 17% da população sequer tinham concluído o ensino básico.
Os números estão muito abaixo da média dos países da OCDE, que têm 22% de adultos que não chegaram ao ensino médio e 2% que não concluíram o básico. O relatório, no entanto, mostra um avanço. Entre os adultos de 25 e 34 anos, o percentual de alunos que completou o ensino médio subiu de 53% em 2010 para 64% em 2015. Considerando que o ensino médio brasileiro tem duração de 3 anos e deveria ser cumprido entre os 15 e os 17 anos de idade, o Brasil também apresenta taxas muito abaixo da média dos outros países analisados no relatório.
Apenas 53% dos alunos de 15 anos estão matriculados no ensino médio. Entre os alunos de 16 anos, 67% estão matriculados no ensino médio e, entre os de 17 anos, 55%. Na média dos países da OCDE, pelo menos 90% dos alunos entre 15 e 17 estão no ensino médio. Dos adolescentes brasileiros que têm acesso ao ensino médio, só a metade conclui os estudos em três anos. Se considerados cinco anos de estudo, com duas reprovações, a taxa sobre para 57%, mas permanece abaixo dos 75% de estudantes que concluem o ensino médio nos países que têm dados disponíveis. No Brasil, entre os jovens de 18 anos, menos da metade cursa o ensino médio ou superior. A taxa para os países da OCDE é de 75% de alunos de 18 anos, na mesma situação.
Apesar de o Brasil já ter conseguido colocar praticamente todas as crianças de 5 e 6 anos na escola, a participação de crianças menores ainda está abaixo do esperado, segundo o relatório. Apenas 37% das crianças de 2 anos e 60% das de 3 anos estão na educação pré-escolar, dados inferiores aos das médias da OCDE que estão em 39% e 78%, respectivamente. Apenas 15% dos estudantes brasileiros entre 25 e 34 anos estão no ensino superior, face a 37% na OCDE, 21% na Argentina e a 22% no Chile e na Colômbia. No entanto, se comparado aos países dos Brics (bloco formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil está melhor - a China tem 10%, a Índia, 11%, e a África do Sul, 12% (ABr).

Orfanato católico pode ter fossa comum com 400 crianças

Orfanato católico pode ter fossa comum com 400 crianças.

Ao menos 400 bebês e crianças teriam sido enterrados em uma fossa comum ao lado de um orfanato na Escócia que foi cuidado, por mais de um século, por freiras, revelou uma denúncia conjunta do jornal “Sunday Post” e da “BBC Radio 4”. As mortes teriam ocorrido entre 1864 e 1981, tempo de funcionamento do Smyllum Park, e foram reveladas após denúncias de “ex-moradores” do local.
Segundo as matérias, há muitas acusações de maus tratos e humilhações das crianças que passaram no orfanato. Ao todo, a entidade recebeu cerca de 11 mil crianças. Em outros momentos, as religiosas informaram que cerca de 120 crianças morreram no local - todas vítimas de pneumonia ou tuberculose. No entanto, as duas emissoras rastrearam 402 mortes no orfanato, sendo que apenas dois foram enterrados fora dali. O que leva a crer que há 400 corpos na fossa comum.
Outra denúncia que sustenta a tese do “Sunday Post” é que o cemitério mais próximo do Smyllum tem túmulos de freiras e funcionários do orfanato - mas de nenhuma criança que passou por lá. O caso soma-se a outro revelado por uma equipe de investigação no início desse ano. Cerca de 800 bebês e crianças foram enterrados em uma fossa comum de outro orfanato católico, o Bon Secours Mother anda Baby Home. Essas instituições, geralmente, atendiam filhos de mães solteiras, que na época, eram rejeitadas pela sociedade (ANSA).

Russos afirmam que 85% da Síria está livre do EI

O chefe das forças russas na Síria, Alexander Lapin, afirmou ontem (12) que 85% do território sírio está livre de combatentes do Estado Islâmico (EI), como resultado das operações realizadas na semana passada pelo Exército do país com o apoio da aviação russa. “As forças governamentais sírias tiveram grandes conquistas nas regiões oriental e central do país, e como resultado libertaram 85% do território de combatentes do EI”, disse o general.
Em videoconferência da Síria, Lapin acrescentou que para libertar todo o país dos “grupos terroristas Estado Islâmico e Frente al Nusra” só restam 27,8 mil quilômetros quadrados. Durante a última semana, as tropas sírias libertaram oito localidades, mas, segundo o general, apesar de importantes baixas, os extremistas “continuam oferecendo uma forte resistência”. De acordo com Lapin, os aviões russos destruíram cerca de 180 alvos dos jihadistas na Síria durante um dia.
“Somente ontem, para apoiar a ofensiva do Exército sírio na zona de Akerbat, os aviões da Força Aérea russa realizaram mais de 50 voos, durante os quais foram destruídos cerca de 180 alvos da infraestrutura de grupos armados”, explicou. O general russo explicou que a cidade de Akerbat, tomada dos terroristas, tem uma importância estratégica como um nó de transporte. “Desta forma, foram bloqueadas as vias de fornecimento de munição e recursos materiais aos terroristas”, disse.

Tribunal espanhol suspende lei para criação de Estado catalão

O governo catalão rechaçou a decisão do Tribunal e reitera a intenção de realizar o referendo, como primeiro passo para independência.

O Tribunal Constitucional (TC) espanhol suspendeu ontem (12), a pedido do governo, a chamada Lei de Transitoriedade aprovada na semana passada pelo Parlamento catalão, que permitiria colocar em andamento um novo Estado em forma de República. Ao admitir o recurso do governo federal, o Tribunal suspendeu a norma e fez uma nova advertência, sobre a obrigação de obediência, aos membros do Governo da Catalunha e do Parlamento regional.
O recurso apresentado pelo Executivo espanhol contra a Lei de Transitoriedade considera que essa norma é “a maior afronta e ameaça” às bases sobre as quais se assinta a convivência na Espanha desde 1978 (data da Constituição espanhola) e o “maior ataque concebível” aos valores democráticos. A lei foi aprovada no dia 7 e o governo espanhol recorreu no dia seguinte, ao considerar que a regra desobedece a Constituição espanhola.
Esta suspensão do Tribunal se soma à feita na semana passada sobre a Lei do Referendo, também aprovada pela Câmara catalã, que regula a convocação de uma consulta sobre a independência da Catalunha para 1° de outubro. No entanto, tanto o Governo catalão como o Parlamento dessa região espanhola rechaçaram a decisão do Tribunal e reiteraram a intenção de realizar o referendo, como primeiro passo para uma independência (Agência EFE).

Detenção de imigrantes é utilizada ‘excessivamente’ nos EUA

A detenção de imigrantes é utilizada de forma excessiva nos Estados Unidos e carece de bases legítimas, disse ontem (12) o Grupo de Trabalho da ONU sobre Detenções Arbitrárias, que pediu ao governo norte-americano que garanta o respeito aos direitos humanos nesta situação. Pelo menos 352 mil pessoas são detidas por ano nos EUA enquanto aguardam o resultado de seus procedimentos migratórios, o que custa aproximadamente US$ 2 bilhões aos contribuintes.
Os membros do Grupo de Trabalho da ONU realizaram uma missão nos EUA, durante a qual tiveram a oportunidade de visitar centros de detenção de imigrantes, se reunir com eles e seus familiares, e encontrar com funcionários de diversas entidades governamentais. O resultado dessas indagações está em um relatório apresentado ao Conselho de Direitos Humanos, que indica que “a opinião do Grupo de Trabalho é que os atuais níveis de detenção de imigrantes demonstra um excessivo uso das detenções neste âmbito, que não pode ser justificado por uma necessidade legítima”.
O grupo da ONU considera, por outro lado, que há “incentivos econômicos” que levam à detenção de imigrantes, em um contexto no qual cerca de 44% de imigrantes detidos está confinada em centros subcontratados. As empresas que administram esses centros recebem por número de presos. “O Grupo observou que a subcontratação de empresas privadas era um dos elementos que facilitava significativamente o aumento no número de imigrantes presos”, por isso “pedimos que seja interrompida sua utilização”, aponta o relatório (Agência EFE).