Jovens são os mais afetados pela crise econômica, diz Ipea

No segundo trimestre, o país tinha aproximadamente 13,5 milhões de desocupados, entre os quais 65% com idade inferior a 40 anos.Os movimentos do mercado de trabalho mostram que a crise econômica atinge com mais intensidade os jovens, que têm mais dificuldade de conseguir emprego e mais chance de serem demitidos

A informação foi divulgada ontem (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
De abril a junho, apenas 25% dos desempregados com idade entre 18 e 24 anos foram recolocados no mercado, atingindo um nível bem abaixo do observado no início da pesquisa em 2012, de 37%.
Os pesquisadores destacam que, além disso, entre os que perderam o emprego, o segmento dos mais jovens forma o grupo com maior perda percentual de ocupação. De 2012 a 2017, os trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos que estavam ocupados e foram dispensados, passou de 5,2% para 7,2%. “Além de receber as menores remunerações, o grupo dos trabalhadores mais jovens apresenta queda de salário [de 0,5% na comparação com o mesmo período de 2016]. Na outra ponta, os empregados com mais de 60 anos elevaram em 14% seus ganhos salariais, na mesma base de comparação”, diz o documento. No segundo trimestre, o país tinha aproximadamente 13,5 milhões de desocupados, entre os quais 65% com idade inferior a 40 anos.
Embora ainda apresente um cenário ruim, os dados mais recentes sinalizam melhora no mercado de trabalho brasileiro. No trimestre móvel de maio a julho, a taxa de desemprego no país ficou em 12,8%, apresentando a quarta queda consecutiva. “A melhora recente da ocupação é decorrente tanto de um aumento no número de pessoas que conseguiram uma vaga no mercado de trabalho quanto de uma queda do número de ocupados que perderam os seus empregos.”, dizem os pesquisadores.
No segundo trimestre, 31,7% dos trabalhadores que estavam desocupados no trimestre anterior conseguiram voltar ao mercado de trabalho, ou seja, uma expansão de quase 3 pontos percentuais quando comparada ao observado no mesmo trimestre de 2016. Na outra ponta, o percentual de pessoas que ficaram desempregadas recuou de 3,6% no segundo trimestre do ano passado para 3,4% no mesmo período de 2017.
“A melhora do mercado de trabalho no segundo trimestre de 2017 foi decorrente de um maior dinamismo do mercado informal, que, sozinho. respondeu por 1 milhão de um total de 1,3 milhão de trabalhadores incorporados à população ocupada. De fato, dentre os trabalhadores que estavam desempregados e conseguiram nova ocupação, 43% foram incorporados pelo mercado informal, 28% obtiveram uma vaga formal, 28% se tornaram conta própria e 1% viraram empregadores”, diz o estudo do Ipea (ABr).

Número de regiões turísticas cresce e mostra oportunidade econômica

Nordeste conta com 758 regiões turísticas, como esta de Fortaleza.

Mais cidades têm adotado o turismo como estratégia para promover desenvolvimento, mostra o Mapa do Turismo Brasileiro, estudo do Ministério do Turismo (MTur) lançado ontem (14). Ao todo, 3.285 municípios em 328 regiões turísticas foram registrados em 2017. Em 2016, eram 2.175 cidades em 291 regiões. A região com o maior número de cidades turísticas é a Sudeste, com 1.138. Em seguida, estão as regiões Sul (905), Nordeste (758), Norte (259) e Centro-Oeste (225).
Para o ministério, o crescimento registrado neste ano está relacionado às ações de conscientização de gestores municipais e estaduais, que buscaram identificar e classificar mais cidades. Com isso, elas podem acessar políticas públicas diversas, inclusive investimentos. O mapa serve como base para o planejamento e a execução de políticas para o setor. Neste ano, ele apresenta nova categorização das cidades, que foram escalonadas de A a E, tendo como parâmetros o fluxo turístico e o número de empreendimentos regulares cadastrados.
De acordo com o documento, 740 municípios, o que equivale a 23% do total, estão nas categorias A, B e C. Eles concentram 93% do fluxo de turistas doméstico e 100% do fluxo internacional. Os demais ocupam, em geral, um papel no fluxo turismo regional. Para ser incluído no mapa, o município precisa cumprir algumas regras, como ter órgão responsável pela pasta de turismo e destinar recursos para o setor na Lei Orçamentária.
Além da nova classificação, o MTur informou que a atualização do instrumento será feita a cada dois anos. “O mapa é um instrumento muito importante para gestão, estruturação e promoção dos destinos. Por isso, é importante que ele esteja sempre atualizado, garantindo que os municípios que queiram trabalhar o turismo como uma atividade econômica tenham prioridade dentro das políticas e ações do MTur”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão, que acrescenta que a nova estratégia faz parte do Plano Brasil + Turismo, lançado neste ano (ABr).

Exposição a resíduos químicos pode ser maior causa de mortes no mundo

O relator especial das Nações Unidas sobre gestão e eliminação racional de substâncias e resíduos perigosos, Baskut Tuncak, alertou ontem (14), em Genebra, que a exposição aos resíduos químicos pode ser a maior causa de doenças e mortes em todo o mundo. Ele declarou que os efeitos da exposição à poluição no ar, na água e nos alimentos têm maior impacto nos grupos vulneráveis.
Para Tuncak, este tipo de poluição mata mais os pobres, de forma desproporcional, com mais de 90% da incidência de doenças associadas ocorrendo em países de baixa ou média rendas. Crianças e grupos minoritários são os mais afetados. O especialista destacou ainda que bilhões de pessoas estão do “lado errado” do que chamou de “divisão tóxica” e não conseguem obter compensação diante da grande indústria.
O especialista disse que os impactos da poluição e dos resíduos tóxicos são “evidentes”, mas muito pouco é feito para enfrentar esta crise de saúde pública. As declarações do relator constam de um informe apresentado ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU. Para Tuncak, o motivo dessa inação se deve aos Estados que promovem os direitos humanos no exterior, ignorando as questões domésticas (ONU News).

Alemanha volta à liderança de ranking da Fifa

O principal destaque foi a volta da Alemanha ao topo da lista.

A Fifa divulgou ontem (14) a tabela atualizada de seu ranking. O principal destaque foi a volta da Alemanha ao topo da lista, superando o Brasil que ficou na segunda colocação. A seleção alemã retornou a liderança por conta das vitórias sobre a Noruega e a República Tcheca nas eliminatórias europeias para a Copa do Mundo. Enquanto o Brasil foi derrubado pelo empate contra a Colômbia pelas eliminatórias sul-americanas.
Portugal, do craque Cristiano Ronaldo, fechou a lista na terceira colocação, subindo três posições e ultrapassando Polônia, Bélgica e Argentina. A seleção italiana caiu quatro posições no ranking, ocupando atualmente a 17ª colocação, atrás de países como Gales e Peru. Outros destaques da lista foram as seleções de Cabo Verde, que subiu 47 posições e está na 67ª colocação, Luxemburgo, subindo 35 posições e estacionando na posição 101, e por fim, a Dinamarca, que está em 26º e subiu 20 degraus.
A próxima atualização do ranking da Fifa será feita no dia 16 de outubro de 2017. Confira os 10 primeiros colocados do ranking: Alemanha - 1606 pontos; Brasil - 1590; Portugal - 1386; Argentina - 1325; Bélgica - 1265; Polônia - 1250; Suíça - 1210; França - 1208; Chile - 1195; Colômbia - 1119 pontos (ANSA).

Coreia do Norte ameça ‘afundar’ Japão com arma nuclear

A Coreia do Norte ameaçou usar armas nucleares para “afundar” o Japão e reduzir os Estados Unidos a “cinzas e escuridão” por apoiar as sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU, informou ontem (14) a agência estatal “Kcna”. De acordo com nota, o Comitê da Coreia para a Paz na Ásia-Pacífico, responsável por lidar com os laços externos e propaganda da Coreia do Norte, pediu para que o Conselho de Segurança seja dissolvido, já que é “uma ferramenta do mal” constituída por países “subornados” que recebem ordem dos Estados Unidos.
“As quatro ilhas do arquipélago devem ser afundadas no mar por uma bomba nuclear do Juche. O Japão não é mais necessário para existir perto de nós”, ressaltou o comitê. Entre as sanções do Conselho da ONU está a proibição das exportações de produtos têxteis do país, além da limitação das importações de petróleo. Todas as medidas são uma resposta ao sexto teste nuclear realizado pela Coreia do Norte no dia 3 de setembro. Segundo o governo do líder norte-coreano Kim Jong-um, o teste com uma bomba de hidrogênio foi “bem-sucedido”.
Por sua vez, o Exército da Coreia do Sul realizou na quarta-feira (13) seu primeiro exercício de fogo real com mísseis de longo alcance, em uma manobra onde simulou bombardeios a instalações importantes da Coreia do Norte. No entanto, o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, afirmou que é contra o desenvolvimento de armas nucleares em seu país apesar das constantes ameaças nucleares da vizinha. “Responder à Coreia do Norte desenvolvendo nossas próprias armas nucleares não manterá a paz na Península da Coreia e poderia levar a uma corrida armamentista no nordeste da Ásia”, disse Moon em entrevista à “CNN” (ANSA).

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