Como a computação na nuvem tornou-se imprescindível

O mercado de Tecnologia da Informação (TI) é um dos que mais crescem atualmente. Levantamento da International Data Corporation Brasil (IDC Brasil) aponta, que mesmo em um cenário econômico recessivo, o segmento de Cloud Computing (computação em nuvem) deverá movimentar cerca de
R$ 890 milhões em 2017, o que representa um avanço de 20% em relação ao ano anterior

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A atual situação da economia pode ser um dos motivos para a popularização do Cloud Computing, que permite a redução de custos operacionais para empresas de todos os portes, incluindo as grandes companhias, uma vez que 48 dos negócios listados na Fortune Global 50 anunciaram adoção de tecnologia desse tipo em 2017. São muitas possibilidades em seu uso. A nuvem pode ser pública, atrelada ao prestador de serviço e dividida com outros clientes; ou privada, que atendem companhias de forma exclusiva, e até híbrida.

Porém, é preciso ter alguns cuidados para fazer bom uso da aplicação. Cláudio Santos, CEO da Santo Digital, referência em Google Cloud e G-Suite, acredita que uma consultoria especializada seja um bom caminho. “Isso permitirá a aceleração da implantação do sistema, pois avalia toda a infraestrutura de TI dos clientes e dá suporte na criação do roadmap para adoção segura de Cloud. As consultorias têm foco em resultados rápidos e assertivos para seus clientes, independentemente do estágio de adoção e transformação em Cloud.”

Agilidade e redução de custos são destaque
Desde 2015, a Nimbi, startup de tecnologia com foco em soluções para a cadeia de suprimentos, tem o Cloud em seu DNA. “Nosso portfólio é 100% na nuvem”, diz Agustín Durán, sócio-diretor da Nimbi, que significa o plural de “nuvem” em latim. “A agilidade e simplicidade no acesso às informações são essenciais ao cliente, principalmente no processo de gestão da cadeia de fornecedores, que acontece de forma transversal nas empresas e precisa ser eficiente e seguro em todas as etapas”, explica o executivo.

Para a BgmRodotec, com mais de 35 anos de experiência no desenvolvimento de ferramentas tecnológicas com foco na gestão de empresas de transporte, a possibilidade da redução dos custos e o ganho na aplicabilidade são benefícios que conquistam novos negócios. “Temos casos reais de clientes que antes de migrar para nossa solução em nuvem utilizavam três servidores de TI, e agora precisam apenas de uma boa conexão de internet e computador atualizado”, aponta Lauro Freire, sócio-fundador da BgmRodotec.

Tecnologias disruptivas ganham segurança com a Cloud Computing
Para Rafael Cichini, CEO da Just, empresa que desenvolve produtos e serviços digitais, o Cloud Computing já não é o futuro, mas sim o presente da tecnologia digital. “Uma de suas principais características é possibilitar agilidade para inovação no desenvolvimento de produtos e serviços digitais. A implementação do software pode ser feita de forma automatizada, escalável, ágil e segura, além de permitir validar ideias e uma análise profunda e contínua das necessidades do usuário em uma velocidade muito maior. Além disso, quando falamos em nuvem também falamos em estar pronto para gerar experiências omnichannel de forma muito mais simples.”

Em maio, um vírus foi responsável pela infecção de mais de 200 mil computadores por meio de protocolos de rede tradicionais em máquinas com o Windows desatualizado. Para Leonardo Santos, CEO da Semantix, especialista em Big Data, Inteligência Artificial e IoT, a segurança no cloud deveria ser a menor das preocupações. “Todos os serviços de Cloud Computing possuem mecanismos que permitem a criação de clouds híbridas, ou seja, redes privadas de alta performance e segurança que atuam em conjunto das redes locais das empresas. Isso permite que seja possível ver as máquinas que estão na nuvem como se estivessem na rede local. Além disso, existem mecanismos de proteção que podem preservar a infraestrutura do cloud por meio de firewalls inteligentes.”

A tendência para o setor de tecnologia é que os serviços disponíveis por meio de clouds sejam cada vez mais utilizados, tendo em vista a praticidade, usabilidade e segurança que podem oferecer para operações e empresas de todos os tamanhos e setores, independentemente das particularidades.

Nova linha de Câmeras Inteligentes para vigilância

http://www.tecvoz.com.br/website/

No setor de segurança digital, os equipamentos e sistemas responsáveis pela viabilização no Circuito Fechado de TV (CFTV) são os protagonistas para garantir um monitoramento assertivo e com qualidade. É com isso em mente que a Tecvoz, referência nesse mercado há mais de 15 anos, anuncia o lançamento de sua nova Linha de Câmeras Inteligentes.
“Foram mais de dez profissionais focados nas melhorias de nossa plataforma, Tecvoz Nuvem, para que os equipamentos fossem de fácil utilização tanto para técnicos quanto para usuários”, comenta Flávio Losano, gerente de marketing da Tecvoz. “Os dispositivos foram desenvolvidos para unir sistemas e recursos que atendam às principais demandas dos instaladores, sem deixar de oferecer funcionalidades que agreguem valor aos clientes”, pontua o executivo.

Para onde a inovação vai levar as empresas?

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Em meio a uma chuva de novas tecnologias e conceitos que nos atingem todos os dias, é comum encontrar questionamentos do tipo: afinal, para onde a inovação vai levar as empresas? No que tange os sistemas de gestão empresarial, acredito que o grande momento da inovação não chegou ainda, porém, não é uma fase inatingível. Ao criar dentro das companhias um ambiente totalmente diferente do que temos hoje, vamos alcançar níveis de produtividades não experimentados ainda, esse é o futuro e lugar em que vamos chegar com a inovação.
Quando falamos de ERP’s, muitos dos produtos que encontramos hoje no mercado foram criados há 30, 40 anos, ou seja, foram adaptados para atender companhias que viviam uma realidade e exigências totalmente diferentes do cenário de hoje e por isso os novos produtos se destacam tanto. O próximo passo a ser dado pelos sistemas de gestão empresarial é a conexão com o mundo exterior. Os softwares mais antigos não apresentam essa preocupação com todas as conexões que a empresa necessita fazer, eles mantém o foco em resolver o dia a dia da companhia apenas internamente. E o futuro exige muito mais que isso, ele traz a possibilidade de que todas essas conexões sejam automatizadas.
A importância da automatização dessa comunicação com o mundo externo às empresas não é somente um pilar para alcançar os altos níveis de produtividade e evitar perda de tempo. A partir do momento que essas atividades não são mais feitas de forma manual, a chance de erros durante o trâmite de informações é quase nula. E vale lembrar a importância dessas conexões externas, pois elas são feitas com fornecedores, clientes, bancos e até com o Fisco.
Mas não é só de sistemas que se conectam com o externo que vive o futuro. A utilização de Inteligência Artificial para promover uma interação otimizada e eficaz com o mercado. A conexão entre softwares também é uma tendência para o mundo corporativo. Sistemas que nunca se falaram antes, se conectam em questão de minutos através de API’s e essa facilidade também visa deixar as atividades cotidianas das companhias mais eficientes.
E é claro que, para receber todas essas novidades e se preparar para esse caminho a ser traçado pela inovação as empresas precisam se preparar. E é aqui que está o erro de muitas companhias. Se preparar para a transformação digital vai muito além de apenas equipar a empresa com supercomputadores ou com os sistemas mais atualizados do mercado. É preciso pensar de forma tecnológica, todo esse movimento precisa estar presente na cultura da empresa. Cabe também aos gestores guiar esse caminho junto aos demais colaboradores.
Parece difícil de acreditar, mesmo em meio ao cenário tecnológico e inovador que vivemos hoje, há empresas que ainda não se prepararam ou não estão preocupadas com a realidade que as cerca. Levando em consideração que a era tecnológica é um caminho sem volta, quanto mais tarde essas companhias se atentarem para o que está acontecendo, pior será para sua permanência no mercado. É preciso se disponibilizar a olhar o ambiente tecnológico e de competitividade que será o futuro.
E como ficam as empresas de tecnologia? Bom, antenadas por essência, elas também são responsáveis por tornar a inovação acessível às demais companhias do mercado. Cabe a elas proporcionar para essas empresas o máximo de tecnologia, entretanto, sempre condizente com o que ela consiga absorver.

(Fonte: Arnando Xavier, atual diretor comercial da Nexaas, possui mais de 15 anos de experiência com tecnologia e soluções para gestão empresarial. Já ocupou cargos de liderança em grandes empresas, trazendo para a companhia carioca uma vasta e ampla visão de mercado).

O impacto da Inteligência Artificial na indústria financeira

Regina Giovanolli (*)

De todas as importantes tendências tecnológicas que impactam a indústria financeira, a chamada Inteligência Artificial (I.A.) vem dando o que falar. Assim como sua “prima” Blockchain, a I.A. traz à tona questões de grande impacto na sociedade e na economia global

Estamos falando de disrupção generalizada não só dos modelos de negócios, mas também do mercado de trabalho com enormes mudanças previstas no conjunto de habilidades necessárias para prosperar neste novo cenário.
A Inteligência Artificial é a combinação de múltiplas tecnologias que permitem que as máquinas percebam, compreendam e atuem – e aprendam por conta própria ou complementem as atividades humanas.
O sucesso da I.A. depende da relação simbiótica entre o homem e a máquina, de estratégia e de um constante exercício de aprendizagem. Ainda são seres humanos que a projetam.
Um recente estudo sobre o impacto da Inteligência Artificial na economia, realizado pela Accenture, revela que a I.A. é o novo fator de produção e tem potencial para gerar novas fontes de crescimento. A previsão é de que as taxas de crescimento econômico anuais sejam duplicadas até 2035 e a produtividade da força de trabalho aumente em até 40%.
Enquanto alguns pesquisadores preveem que a automação conduzida pela I.A. pode afetar 49% das atividades de trabalho e eliminar cerca de 5% dos empregos, um novo estudo do IDC/Salesforce aponta que até 2021, atividades de CRM habilitadas pela Inteligência Artificial poderiam aumentar as receitas de negócios globais em US$ 1,1 trilhão e criar 800 mil novos empregos novos - superando os perdidos para a automação.
Já o artigo do New York Times, The Real Threat of Artificial Intelligence, apresenta uma outra perspectiva: “a transformação promovida pela Inteligência Artificial resultará em enormes lucros para as empresas que a desenvolvem, bem como para as empresas que a adotam. Por outro lado, também está prestes a provocar uma diminuição em grande escala de empregos - principalmente aqueles de menor remuneração”.
Estamos enfrentando dois desenvolvimentos que não se harmonizam facilmente: enorme riqueza concentrada em poucas mãos e um número enorme de pessoas fora do mercado de trabalho. O que precisa ser feito?

“Nada em si é bom ou mau; tudo depende do que pensamos” (Hamlet)
Os bancos estão se tornando repositórios fantásticos de informação. A quantidade de dados gerados pela interação de clientes em seus canais digitais aumenta exponencialmente em volume e em complexidade, e extrapola a fronteira de serviços financeiros.
Big Data, Machine Learning e alto poder computacional proporcionam uma melhor compreensão das expectativas e intenções dos clientes, possibilitando experiências aprimoradas e melhor posicionamento competitivo, enquanto a adoção de Inteligência Artificial impulsiona a eficiência operacional.
A entrega de produtos e serviços mais ágeis e flexíveis, inovadores, oferecidos com tecnologia de ponta e a custos menores determinou a transformação das organizações e de suas competências atuais.
Estruturas hierárquicas tradicionais caminham para modelos colaborativos, com quadros de funcionários bastante reduzidos, complementados pela aproximação de talentos de fora da estrutura corporativa - a exemplo do que vem acontecendo na recente parceria entre bancos e fintechs.
As instituições financeiras estão expandindo as fronteiras de seus laboratórios de inovação para se organizar em grupos de trabalho e consórcios, onde a interoperabilidade e a criação de um novo ecossistema têm sido as questões a endereçar.
Esperamos que nas mesas de discussões, estejam concentrados em moldar um futuro onde predomine o propósito de uso da tecnologia para empoderamento das pessoas dentro e fora das organizações. Caso contrário, muito em breve teremos de lidar com uma crise existencial coletiva.

(*) É Gerente Executiva da Provider IT, uma das consultorias e provedoras de serviços de TI que mais cresce e inova no país, com vasta experiência e foco no mercado Financeiro, de Seguros, Previdência e Saúde.