Tablets e smartphones no lugar da chupeta

As novas gerações são muito mais digitais e praticamente concebidas para viver em torno das novas tecnologias

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Antonio Sérgio Cangiano (*)

Quando numa roda de pais se comenta sobre esse tema, fica evidente essa preferência quando muitos dizem que seus filhos, mesmo pequenos, se mostram mais ligados no mundo e, para espanto de todos, preferem brincar com o smartphone que com a própria chupeta para parar de chorar. O certo é que esse artifício eletrônico também é muitas vezes usado para fazer a criança desligar um pouco e dar sossego aos pais.

Os pais, mais conscientes e bem informados, resistem a dar o celular aos pequenos, mas chega um momento que acabam cedendo. Desses gestos, então, nascem coisas surpreendentes, com as quais nos deparamos todo o tempo. Presenciei em um voo de Brasília para São Paulo um bebê de menos de dois anos, no colo do pai, sem falar ainda, com o celular e o dedinho a passar pela tela, distraindo-se com o efeito na imagem.

Nos carros de famílias jovens, o tablet é o equipamento por excelência para viabilizar a viagem de fim de semana. Em vez de apreciar a paisagem, a viagem, prefere-se as informações das redes sociais e o bate papo incessante com os amigos. Vocês devem ter também presenciado inúmeros casos similares. Muitos devem estar se perguntando: Porque ele está falando sobre bebês, chupetas, celulares, tablets e computadores? Bem, para mostrar a todos que o mundo muda e que a tecnologia que atrai e entretém também serve para negócios, acessos a compras, para a assinatura de documentos, envio de e-mails, para olhar o facebook, para sair zapeando por aí.

Essa geração exigirá como cidadãos inúmeras aplicações a mais das atuais. Eles querem uma vida real ainda mais virtual com múltiplas ações para serem realizadas pelo computador, sem filas, sem gastos de recursos físicos, sem impactos ambientais. Certamente estarão contra meios como gasolina, óleo, papel, tinta, água, madeira etc. e quererão resolver rápido o que hoje é demorado.

A rede mundial dá acesso a tudo no mundo, desde mercadorias, a informações, livros, músicas, filmes e por aí vai. Quanto maior o número de aplicações disponíveis e maior interoperabilidade, mais simplifica a vida pode ser, com o uso dos dispositivos móveis e a interconectividade que já dispomos. Não estamos falando de esperanças de futuro, ou visões presentes de expectativas futuras, estamos falando de FATOS.

A minha filha de 27 anos teve sua infância em São Paulo e sua adolescência e vida adulta em Brasília. Até hoje mantém seus círculos de amigas e amigos, graças à internet. Em outras épocas, estes amigos já estariam perdidos nas lembranças e não presentes com suas atividades conhecidas pelos círculos afetivos que se desenvolveram no passado. As e-gerações terão outra perspectiva e exigências em ralação a governos e suas relações de interesse, dado o uso, a familiaridade com os dispositivos que dão acesso a tudo.

Minha filha é mestre em aproveitar as promoções desses clubes de compra, prefere sempre resolver as coisas pela internet. Planeja viagens, faz reservas em hotéis e pousadas, contrata passeios, tudo pela rede mundial. Minha filha já reconhece e exige aplicações com certificado digital, que facilita sua vida e promove segurança quando utilizado. Sem dúvida, quando há segurança de uma assinatura e identidade virtual proporcionada pelo certificado ICP-Brasil, se possibilita relacionamentos confiáveis, com credibilidade de identidade e de movimentações patrimoniais garantidas.

Entretanto, para que tudo isso aconteça e flua, nós que trabalhamos com essa matéria temos uma missão a cumprir. Sabemos que uma tecnologia de ponta, desenvolvida pela ciência, principalmente a matemática, que garante a criptografia e a facilidade de uso de chaves assimétricas, precisa todo o tempo estar à frente desses movimentos, atender a essas demandas. Teremos, portanto, que fornecer as facilidades para o desenvolvimento dessa cidadania eletrônica, temos de atender tudo o que essa e-geração vai exigir.

Hoje a nossa militância é para que se façam aplicações e que se divulguem as vantagens e economias sustentáveis que a certificação digital ICP-Brasil e a infraestrutura digital fornecem, mas amanhã teremos que responder a essas gerações. Hoje, com seus frágeis dedinhos, exigirão no futuro poderosas aplicações seguras pela internet, na vida adulta. Esse é o desafio de nossa indústria.

(*) É Diretor Executivo da Associação Nacional de Certificação Digital (ANCD).

Emissão de vistos eletrônicos começa em novembro

A partir do dia 21 de novembro, os turistas australianos que desejarem visitar o Brasil já poderão solicitar o visto de entrada no país por um sistema eletrônico de emissão do documento. A concessão do visto deverá sair em, no máximo, 72 horas após a solicitação ser feita pelo turista. O benefício também é válido para viagens de trabalho.
Em janeiro do próximo ano, o sistema eletrônico começa a valer também para turistas canadenses, americanos e japoneses. As datas já foram definidas para cada país: Canadá (8), Estados Unidos (15) e Japão (22). Antes os turistas desses países gastavam tempo e dinheiro para se deslocarem até os Visa Centers e consulados brasileiros de seus países para solicitarem os vistos de entrada no Brasil.
Segundo o ministro do Turismo, Marx Beltrão, a diminuição da burocracia de vistos é uma forma de atração de turista para o Brasil. A expectativa do MTur é que a medida aumente a entrada de estrangeiros no Brasil em até 25%, conforme dados da Organização Mundial do Turismo. “A facilitação de visto tem como objetivo reduzir a burocracia e, principalmente, alavancar a entrada de turistas estrangeiros no Brasil”, destacou o ministro.
Outros acordos com mercados estratégicos para o Brasil, como Qatar e Emirados Árabes Unidos deverão eliminar a exigência de vistos entre os dois países. Já a China, que tem o maior mercado de viajantes do mundo, fechou acordo com o Brasil para a emissão de vistos de turismo e negócio com validade de 5 anos. Para atender a nova demanda dos turistas chineses, o Brasil vai ampliar de três para doze novos Visas Centers na China, no início do ano que vem.

De onde encontrar investidores para o seu negócio até saber como fazer o empreendimento crescer exponencialmente

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Quem participa do blastU, Primeiro Festival de Empreendedorismo e Inovação, marcado para outubro, em São Paulo, tem a oportunidade de buscar soluções que vão impulsionar os negócios com mentores que são especialistas nos mais variados assuntos
Serão 30 minutos de muita troca. A mentoria do primeiro blastU, Festival de Empreendedorismo e Inovação que ocorre em São Paulo no Pavilhão da Bienal, em outubro, será individual, seguindo tendência de outros festivais pelo mundo. Uma chance única de compartilhar angústias, dúvidas e, principalmente, encontrar soluções que podem transformar a forma de fazer negócios hoje.
Para isso, o blastU reúne uma equipe experiente de empreendedores, investidores, criativos, que abrem suas agendas para ouvir quem muitas vezes ainda está em dúvida se a própria ideia tem força para virar um grande negócio, por exemplo. Se esse é o seu caso, pode conversar com Guilherme Azevedo, cofundador do Dr. Consulta. Ele ajudará a saber se a sua ideia está no caminho certo e como criar uma startup de sucesso. Ou com o Vasco Oliveira Neto, da Fazen, do setor de pecuária, que explica como tirar uma empresa do zero.
Talvez você esteja em outra fase do negócio, a de buscar investimentos. Se é esse o caso, o blastU reúne representantes de diversos fundos de investimento, como o Mário Malta, sócio do Advent International, que auxilia a compreender o universo dos diferentes fundos de investimentos. Já o Patrick Sigrist, sócio da Yellow Ventures, conversa sobre investimentos para startups. E se a questão é descobrir onde estão os financiadores de negócios sociais, a Fernanda Camargo, da Wright Capital, pode auxiliar.
"O coração do evento será o espaço de mentoria. Traremos vários especialistas que abrem suas agendas para conversar com empreendedores e auxiliar em questões específicas. A beleza da nossa mentoria está nessa oportunidade de conexão", diz Maguy Etlin, co-fundadora do blastU.
Passando para os empreendedores que já estão atuando há algum tempo, talvez o desafio esteja no relacionamento com stakeholders, sócios. Ou o momento seja de crise interna. Para esses assuntos, também há mentoria especializada. E quem atravessou os momentos turbulentos e busca agora crescer, se exponencialmente melhor, Thibaud Lecuyer, fundador da Dafiti, facilita essa busca pelos pontos fortes do negócio para expandir.
"O evento será uma oportunidade de atualização do cérebro com as mentorias, e também com workshops e palestras sobre tendências em inovação, comportamento, novas tecnologias na educação, finanças, saúde e esporte, entre outros", diz Kelly Cordes, idealizadora do blastU.
O festival deve reunir cinco mil pessoas e conta com o patrocínio do Itaú, Vivo, Raízen, Iguatemi Empresa da Shoppings Centers, JCDecaux, Stella Artois e Elemídia. Kaszek Ventures, Monashees, Dr. Consulta, Wright Capital e Go4it são alguns dos apoiadores de conteúdo.
Para conhecer todos os mentores que abrem suas agendas durante o blastU, acesse blastU.com.br
Os ingressos estão disponíveis nesse endereço www.ingresse.com/ingressos-festivalblastu
Depois, lembre-se de fazer a pré-inscrição para as mentorias, que pode depender de uma seleção prévia, dependendo da procura. Cada mentor irá atender 4 pessoas por dia, durante meia hora.

Internet das Coisas: o equilíbrio entre desenvolvimento e sustentabilidade

Dane Avanzi (*)

Gigantes do ecossistema de TIC, tecnologia da informação e comunicação, como Google, Microsoft, IBM, Siemens, Bosch, Boieng, entre outros, tem se mobilizado para construir novos produtos e serviços baseados nesse conceito

A Internet das coisas (IoT), segundo recomendações da União internacional de Telecomunicações (UIT), agência da ONU especializada no assunto, define-se pela capacidade de qualquer dispositivo eletroeletrônico interagir com a internet com a aptidão de processar, armazenar e trocar informações com outros dispositivos (comunicação máquina a máquina), ou com a nuvem (conjunto de servidores de domínio públicos ou privados), através de múltiplas redes de telecomunicações, a saber: satélites, telefonia móvel, redes privativas de internet, redes de telemetria e radiocomunicação convencional, entre outras. Quem já assistiu a algum filme da saga do Transformers sabe bem do que estou falando.
Nesse contexto, gigantes do ecossistema de TIC, tecnologia da informação e comunicação, como Google, Microsoft, IBM, Siemens, Bosch, Boieng, entre outros, tem se mobilizado para construir novos produtos e serviços baseados nesse conceito. A Alemanha através de sua Chanceler, Angela Merkel, tem vendido ao mundo a ideia de que a Nova Revolução Industrial já começou, e inclusive já tem nome. Eles intitularam o processo de IoT nas fábricas de Indústria 4.0. A julgar pela competência da indústria Alemã, eles são um forte player no jogo, que como pode se observar tem interesses muito além da tecnologia em si, envolvendo aspectos estratégicos e geopolíticos das nações uma vez que vivemos na Era da Informação.
Destarte salientar, que há outros setores que possuem tecnologias já bem maduras. A indústria automobilística, por exemplo, avança a cada dia nos sensores dos carros sem motorista, driveless car, que estão sendo exaustivamente testados. Na área da saúde, empresas de home care já possuem uma infinidade de soluções para monitorar à distância pacientes com doenças crônicas que demandam supervisão médica contínua.
Então o que falta pra IoT evoluir e se tornar realidade na plenitude? Considerando que a internet, enquanto organismo global, assim como uma cebola, é composta de várias camadas, cada uma delas deve ser reconstruída à partir desse novo contexto. Uma dessas camadas a de segurança, por exemplo, deve possuir atributos invioláveis com o intuito de precaver cyberattacks, cujos efeitos podem ser devastadores.
No tocante a camada de segurança, o blockchain, protocolo de segurança que é a base do bitcoin, pode ser uma alternativa eficaz para que os devices se comuniquem com grau de segurança ora considerado satisfatório. Outros desafios de natureza mais prática dizem respeito a aspectos físicos da internet. O que chamamos de modo diáfano e poético cloud ou nuvem, em verdade é uma gama enorme de computadores de alta performance que precisam de muita, e acreditem, muita energia elétrica pra funcionar. O Brasil assim como outros países do mundo, inclusive os ditos desenvolvidos, vivem a beira de um apagão e não é de hoje.
Nos EUA, a Califórnia, por exemplo, onde se situa o Vale do Silício, passa por desafios de energia elétrica homéricos há décadas. Não importa o prisma pelo qual abordemos a questão de energia elétrica, nos depararemos com a questão de mudança climática e a necessidade de desenvolvermos matrizes energéticas mais eficientes e menos impactantes para o planeta. Outra camada da "cebola" de vital importância para IoT é a questão de espectro radioelétrico. Espectro radioelétrico é o espaço por onde se propagam as ondas eletromagnéticas, e é utilizado por todos os devices sem fio. Trata-se de outro recurso natural, escasso, finito e não renovável.
Concluindo, acredito que a Internet das Coisas é uma promessa de futuro que pode ser boa para humanidade se soubermos administrar o pouco tempo que nos resta para restabelecer o equilíbrio entre desenvolvimento, prosperidade e sustentabilidade. O uso racional dos recursos naturais depende de cada ser vivo desse planeta, bem como pensar em políticas globais que encarem de frente o problema do aquecimento global depende de todas as nações. Como pode se ver o desafio é individual e coletivo.

(*) É Empresário, Advogado, Diretor Jurídico da Aerbras e Diretor Superintendente do Instituto Avanzi. Mais artigos sobre telecomunicações e tecnologia no seu LinkedIn.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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