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Opinião

Cartas de Marte – XCII

Mario Enzio (*)

“E amanhã não seremos o que fomos, nem o que somos” - Ovídio

Viver em Marte é uma investida que mais de duzentas e cinquenta mil pessoas se inscreveram. É o conhecido para alguns como Programa MARS ONE. Destas pessoas, em 2025 apenas 20 desembarcarão em no planeta que já foi conhecido como vermelho.

Por que ir a Marte? Explorar para não poluir? Encontrar outro lugar para se viver e conseguir ser feliz? Os candidatos que se dizem capazes dessa investida têm os mais variados argumentos. Assim como eu que venho escrevendo a mais de noventa semanas essas Cartas de Marte.

É um desabafo de alguém que vê o que fazemos com as coisas que nos cercam. Não falo de pessoas que se dizem normais. Mas, dos que se preocupam com a sua casa e com o seu entorno. Não batem o pó do tapete na janela, por exemplo. Ou procuram a devida lata de lixo para despejar os restos do seu consumo. Se um nível de consumo consciente, nem vou entrar no mérito dessa questão. Meu entusiasmo é sempre relativo. Um dia acredito outro fico apreensivo com o que fazemos com as pessoas e na Terra em que vivemos.

O que me importa é que em mais de noventa semanas, fiquei cada vez mais com vontade de estar em Marte. De estar distante, de ter jogado a toalha para as coisas que ocorrem por esse mundinho louco. Onde cada um age como lhe dá na telha. Não vou me deslocar para outros continentes, senão ficarei escrevendo das indignações por horas.

Alias, melhor é acompanhar os noticiários e ver do que estou falando. De fome, de guerras, de preocupações com extremismos religiosos, de jovens sendo recrutados para combater em causas radicais, de destruição de ícones culturais assírios. O que o conquistador não faz para mostrar o seu poder.

Penso: o que nos sobra de uma cultura a outra é o que querem deixar de recordação. Afinal, o poder e a destruição andam de mãos dadas com o ser humano. Fazem parte da nossa índole. O conquistador, assim como o novo político, quer mostrar que o seu tem mais valor. Quer impor a sua vontade. Nem que para isso implique em usar a força, quando pela razão não consegue encontrar argumentos que sejam minimamente sustentáveis.

Os problemas mundiais ficam parecidos com os nossos quando falamos de corrupção, de investigações feitas por grupos que tem interesses na causa, fraudes de todo tipo. Juízes que cometem abusos, truculência e pancadarias entre grupos rivais por ideologias mal estruturadas. O povo gosta de brigar pelo seu micro poder, auxiliando o macro poder a se manter intacto. Até que venha outro que seja mais convincente, consistente e não menos coerente.

O que faremos em Marte? Diz-se que as estações que existirão serão monitoradas 24 horas. Será um Big Brother interplanetário? Os realizadores, idealizadores, mantenedores garantem que não. Será a exploração de um lugar para futuras missões no espaço. Fico martelando na ideia: vinte irão para lá.

O tempo dirá quantos mais poderão estar vivendo em condições extremas: se chegarão ao tamanho de uma pequena cidade, com seus trinta mil habitantes. E estarão fazendo os mesmos desmandos, politicagens, fofocas, competições desleais que fazemos por aqui. Afinal o DNA desse grupo é o mesmo dessa origem. Quem sabe se os filhos nascidos em Marte poderiam ter algum gene diferente? Melhor, esperar-se-ia.

(*) - Escritor, Mestre em Direitos Humanos e Doutorando em Direito e Ciências Sociais (www.marioenzio.com.br).

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