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Opinião

Cartas de Marte – LXXXIX

Mario Enzio (*)

“Com leis ruins e funcionários bons ainda é possível governar. Mas com funcionários ruins as melhores leis não servem para nada “ - Otto Bismarck

Aceitar as desculpas de alguém é uma das características da tolerância. Se não deu certo, pedimos desculpas para que a harmonia seja restabelecida. Entendo que esse nível de tolerância tenha a se conectar com o grau de estragos que essa atitude tenha lhe causado. Ou seja, as desculpas dependem do que foi feito ao outro.

É por isso que estabelecemos as leis, as normas, os decretos, portarias para irmos regulando a convivência na vida social. No campo pessoal falamos em código de conduta, na ética, ou nas leis cíveis e penais, por exemplo. No campo social nos guiamos pela Constituição para dar os passos dentro da República. Assim, das leis maiores às menores, em uma escala hierárquica de importância vão dando lugar às regras que o Estado deve aplicar. Fica a questão: todos obedecem as Leis? Como cada um sabe da existência de uma lei ou mesmo a interpreta?

Um fato simples é ao estar numa estrada com um fone de ouvido. É permitido? Não, é proibido. E andar sem o cinto de segurança ou falando ao celular? Não. Tem normas que ficaram tão divulgadas que sabemos se são ou não permitidas e até qual o valor da multa se aplicada. Não adiantar pedir desculpas. Como: - Ah! Não sabia. Foi mal. Fiz errado e quero mais uma chance para me redimir. O procedimento é claro. A regra é clara. Cometeu um erro tem que aceitar a sanção. E de preferência pagá-la, senão entrará na dívida ativa, dependendo da multa.

O mesmo ocorre quando se endivida demais. O nada guloso banco irá lhe cobrar com toda a força e pressão possível. Não dá para pedir desculpas. A cada dia estarão sendo cobrados os juros escorchantes e escatológicos. Coisa única e preocupante, nisso podemos nos orgulhar ou amedrontar: de termos os juros mais altos do mundo.
Sendo um ser social, que paga impostos, e tem sua vida determinada pelas regras da República, estamos sujeitos aos sabores do Executivo e do Legislativo. Quando eles comentem erros pedem desculpas. E, em geral, temos que aceitar. Não podemos ir além de não votar neles na próxima vez. Essa é a nossa melhor maneira de aplicar uma reprimenda. Não há outra. Pode ser que dê certo um protesto aqui outro acolá. Mas, a melhor maneira de ficar insatisfeito ainda será pouco perto do que acabamos de sofrer quando a administração da coisa pública não dá certo.

Dizer agora: - desculpe por termos gasto além da conta. É verdade que gastamos mais que arrecadamos. O rombo de não sei quanto bilhões, vai ter que ser arcado e pago pelo contribuinte de alguma maneira. Não irá adiantar reclamar ou espernear. A conta será cobrada. Se esse desgoverno, ainda, repetir: - fizemos isso porque era um ano eleitoral. E, vocês sabem como é nessa época, gastamos para nos manter no poder. Não existe uma caixa de maldades ou pacote econômico que possa ser mais pernicioso do que continuar fazendo a coisa errada e se justificar com argumentos vazios.
Não dá para desculpar quem não tem noção do estrago que está fazendo. Pior de tudo: é que temos que tolerar, pois é o nosso país. Até quando?

(*) - Escritor, Mestre em Direitos Humanos e Doutorando em Ciências Sociais. Site: (www.marioenzio.com.br).

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