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Opinião

Cartas de Marte – LXXVI

Mario Enzio (*)

“Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução. Alguns dizem que assim é que a natureza compôs as suas espécies” - Machado de Assis

Genial é o texto que lhe dá uma chacoalhada quando você está precisando. É aquele texto, que você pensa: como é que o cara escreveu isso? Como conseguiu encontrar as palavras certas para me dizer isso nessa hora. Você fica extasiado, em clima de euforia, parece que absorve as palavras. Não quer esquecê-las, para poder repeti-las quando for a hora.

Creio em dois tipos de sentimentos: ou você quer recortar o texto e guardar em um lugar especial, afixá-lo para ler de vez em quando. Ou tem a sensação oposta, quer lembrá-lo para mostrar como as ideias podem ser manipuladas. Passada uma semana, da febre das eleições mais disputadas que já tivemos para presidente, releio alguns desses textos. Acompanho o que os dois lados escreveram. Penso: será que já se esqueceram do que falaram, do que ouviram, do que escreveram?

Desse assunto, é como uma daquelas ressacas de festa, como de uma rixa literária. O texto foi feito para que atingisse um alvo. Acabado o certame, noto uma maioria de leitores que se resignam com o resultado é cada um volta a cuidar da sua vida. O texto foi útil naquele instante. Deu certo, atingiu o objetivo. É uma arte conseguir fazer com que umas palavras possam modificar atitudes.

Mas, será que alguns daqueles textos lidos, realmente, chegaram a lhe tocar de forma permanente? Será que pode ser assim tão fundo que irá se lembrar dele todas as vezes que associar a sua emoção daquele momento com o que estava lá escrito. Pode ser como um divisor de águas. Que é aquele momento em que uma decisão mudará toda a nossa vida, que irá fazer toda diferença no futuro. Será que você se lembra?

O texto pode ser nítido e claro, coerente e conciso. Ou pode ser repleto de metáforas e histórias que irão mexer nos seus profundos sentimentos. O texto lhe transmitirá o que precisava para agir ou não agir. Abriu-lhe a mente para algo que não enxergava ou não podia aceitar. A delicadeza das palavras, a sua sutileza, a precisão foram notáveis. Os parágrafos escritos lhe deram a munição que estava faltando para transformar seu interior. Há quem diga que menos, que basta uma frase, um conjunto de palavras sucintas para modificar, motivar, desejar uma nova situação no seu enredo pessoal.

Falo de palavras escritas, não de textos falados, nem cantados. Podem me tocar, quando as ouço, mas o elogio está na forma e no tempo que busco e dedico à leitura. Por isso, vivo deixando minha mente me levar a esse estado de surpresa. Só fico chateado quando penso que nem sempre posso dizer a quem escreveu: - oi, gostei do que escreveu! Ajudou-me e muito! Salvo quando cito em meus trabalhos acadêmicos. Aí faço da citação minha referência, gratidão e homenagem.

Não sei a opinião da maioria dos que escrevem, na verdade nem parei para analisar, mas sei que é gratificante você saber que produziu algum efeito mental em alguém com o seu texto. Que o motivou, gerou uma dúvida, corrigiu um equívoco, socorreu de um sufoco de ansiedade, destravou alguma repressão, acrescentou ou subtraiu argumentos. Será que passado algum tempo, conseguimos lembrar se algum texto nos fez agir de forma diferente da que agiríamos? Será que avaliamos quem conseguiu nos distrair ou enganar com suas palavras? Essa é a magia das palavras que, como institutos modificadores, sejam para o seu bem ou seu mal.

Por isso penso que todo texto é genial. Muitos estão lá, esperando a serem lidos. Estão lá, guardados entre páginas. Podem ter sido divulgados, podem estar isolados, entre tantos outros. Aguardando alguém que venha lê-los. Se alguém ler e se tocar, ele terá sido válido ou não. O momento é mais um determinante. Um escritor não sabe quando irá ocorrer e nem quanto irá valer. A única certeza que tem é que acabou de escrever apenas mais um texto.

(*) - É escritor e mestre em Direitos Humanos (www.marioenzio.com.br).

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