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Opinião

Cartas de Marte – LXVII

Mario Enzio (*)

“A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida” - Sêneca

O assunto é repetitivo, portanto precisa ser tratado com muita atenção. Escrevo sobre modificar o modelo de escola e de ensino público no país. Nada do que você não tenha lido. Só que, se não repetirmos, não iremos cuidar do futuro. Não iremos mudar nunca. O ponto central é: que tipo de adulto teremos nos próximos anos? Se não investirmos nas crianças teremos adultos ainda mais desligados, desinteressados, desinformados ou despreparados?

Daí, uma solução conhecida: é preciso melhorar as escolas públicas do país. O assunto é, seriamente, simples: começar a valorizar o professor, melhorar instalações e condições estruturais das escolas, incentivar o estudo com novas metodologias, promover a leitura com a instalação de bibliotecas e algo mais. É uma mudança de postura das famílias e dos profissionais quanto ao paradigma de quem deve educar em que nível. As famílias já têm uma participação importante, ao integrar os conselhos municipais, em cobrar do poder público, que os recursos cheguem às escolas e sejam bem aplicados. E mais, é preciso mudar o paradigma de como educar. Isso é, mudar essa ideia de que a escola pública é obrigada a formar uma criança. Esse é um conceito muito amplo.

Vamos esclarecer: quem educa é a família e quem ensina é a escola. O modelo que está aí precisa ser modificado ou corrigido, restabelecendo novos padrões de convivência entre a escola e a família. Não se pode mais aceitar que os assuntos de manutenção da casa sejam mais importantes do que educar os filhos. Esse é um discurso frágil. Não se pensa assim na hora de tê-los, não é? Portanto, é preciso que se estabeleça novos padrões na formação do indivíduo como um todo. A escola só tem uma parte nesse papel. Os pais, avós, tios, tias ou responsáveis, já que a sociedade se fragmentou em vários formatos, é que devem assumir o papel de educar.

Há exemplos práticos que têm dado certo. Gosto de olhar para esse imenso país que cria suas soluções apesar das limitações. São escolas em que a comunidade assumiu que eram importantes aos seus filhos na complementação da formação. Esse é conceito correto: educação total. Onde professores, pais e responsáveis ajudam na manutenção da escola. Sei que é um absurdo cívico, já que é do poder público atender essas demandas. É uma saída paliativa, que se torna definitiva em muitos casos.

Esses abnegados e produtivos seres ajudam a consertar portas, janelas, fiação e, até, as instalações hidráulicas. Não desanimam, porque acreditam no poder de uma escola.
Fazem festas ou reuniões esporádicas para arrecadar fundos e mantém todo o resto funcionando. Atendem com material que a secretaria precisa para ajudar na formação de seus filhos. E, ainda, deixam a pintura de todo prédio impecável a cada ano letivo. Sem considerar um ônus a mais, os professores, incentivam estudantes a soltar sua criatividade e deixar algumas paredes com manifestações artísticas. A arte desenvolvida pelos alunos, a espontaneidade para se tornar um indivíduo mais completo, é premiada com a exposição permanente. Isso é um lado que pouco se vê ou se fala nos noticiários. O lado que predomina é de uma escola esquecida, abandonada e desvalorizada. O que fazer?

Como sabemos, além de investimentos que são necessários para valorizar a escola pública, é preciso se alterar esse padrão de abordagem e comportamento, para que tenhamos adultos mais bem formados, comprometidos e responsáveis. Se nada for feito, esse modelo falido que aí está continuará sendo repetido. Assim, o paradigma ensinar e educar precisa ser revisto. E o respeito ao professor e à escola só virá se a educação for novamente moralizada. Portanto: por uma campanha de moralização da educação!

(*) - É escritor e mestre em Direitos Humanos (www.marioenzio.com.br).

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