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Itaipu ameaça estabilidade do governo do Paraguai

O Paraguai enfrenta uma grave crise política que ameaça o governo do presidente Mario Abdo Benítez.

O motivo da tensão é a Usina Hidrelétrica binacional de Itaipu, na fronteira com o Brasil. Os dois países assinaram um acordo em 24 de maio no qual o Brasil tenta resolver um problema de desequilíbrio praticado há anos pelo Paraguai, que se aproveita da energia excedente da usina e paga menos pela eletricidade gerada em Itaipu.
Pelo texto, o Paraguai se comprometeu a equilibrar a situação até 2022, adquirindo uma potência de 9,6% maior para este ano e de 12% maior em 2020, 2021 e 2022. Atualmente, o Paraguai compra 61% menos do que deveria e se apropria da energia excedente, que é mais barata, para abastecer o mercado interno e atrair indústrias e investimentos. Na prática, o consumidor brasileiro quem paga essa vantagem, pois o custo da energia no Brasil chega a ser o dobro do cobrado no Paraguai.
Nos últimos dias, quatro membros do governo paraguaio renunciaram ao cargo: o embaixador no Brasil, Hugo Saguier; o ministro paraguaio das Relações Exteriores, Luis Alberto Castiglioni; o presidente da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), Alcides Jiménez; e o titular da usina de Itaipu, José Roberto Alderete. Todos são contrários aos termos do acordo assinado com o Brasil. Já o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, é favorável ao texto (ANSA).

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