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Baixa na balança com Argentina piora comércio brasileiro

A piora na balança comercial com a Argentina foi o responsável pela queda do saldo positivo do comércio exterior brasileiro no primeiro quadrimestre deste ano.

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A queda nos preços das commodities atinge as principais exportações brasileiras. Foto: Rodrigo Leal/Appa

Segundo a FGV, o saldo acumulado da balança brasileira com todos os países, nos primeiros quatro meses deste ano, foi de US$ 16,4 bilhões, ou seja, menor dos que os US$ 18,2 bilhões acumulados no mesmo período do ano passado.

A balança com a Argentina passou de superavitária para deficitária, com perda de 3,1 bilhões na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado. Também foram registradas perdas no comércio com a União Europeia (de US$ 1,4 bilhão na comparação com o mesmo período de 2018) e com a China (queda de US$ 900 milhões). Por outro lado, houve ganhos no comércio com os Estados Unidos (que passou a registrar superávit de US$ 500 milhões) e com o Oriente Médio (com aumento do superávit de US$ 900 milhões).

Segundo a FGV, a piora no saldo com a China está relacionada ao aumento das importações provenientes do país asiático. Já a melhor em relação aos Estados Unidos é explicada pela redução das importações procedentes daquele país. Em termos de valor, registraram queda no quadrimestre tanto as exportações (-3%) quanto as importações brasileiras (-0,8%). Essa retração é explicada pelos preços, pois os volumes aumentaram nas duas bases de comparação.

O crescimento em volume das exportações é atribuído ao desempenho favorável das commodities (aumento de 12,2% entre os primeiros quadrimestres de 2018 e 2019). As exportações de não commodities recuaram 7,3%. A liderança nas exportações ficou com o grupo de petróleo e derivados (31,8%), seguido do complexo soja (13,8%). A FGV explica que a queda nos preços das commodities atinge as principais exportações brasileiras, exceto o minério de ferro, que teve aumento de 4,1 % entre o acumulado do ano até abril de 2018 e 2019 (ABr).

Atividade econômica teve queda no primeiro trimestre

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A equipe econômica já está trabalhando com uma previsão de crescimento de 1,5% neste ano. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Agência Brasil

A atividade econômica registrou queda no primeiro trimestre neste ano. É o que mostra o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br). No primeiro trimestre, comparado ao período anterior, o índice apresentou queda de 0,68%, segundo dados dessazonalizados (ajustados para o período). Em março, na comparação com fevereiro, houve recuo de 0,28%. Na comparação com o março de 2018, a queda chegou em 2,52%. Em 12 meses terminados em março de 2019, houve expansão de 1,05%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar suas decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. O índice foi criado pelo BC para tentar antecipar a evolução da atividade econômica. Mas indicador oficial da economia é o PIB, calculado pelo IBGE.

Ontem (14), na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC adiantou que a economia poderia apresentar recuo no primeiro trimestre. Segundo o documento, o processo de recuperação gradual da atividade econômica sofreu interrupção no período recente, mas a expectativa é de retomada adiante.

O mercado financeiro já reduziu a previsão de expansão do PIB 11 vezes consecutivas. A estimativa para este ano está em 1,45% este ano. A equipe econômica já está trabalhando com uma previsão de crescimento de 1,5% neste ano, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ásia importa 20% dos cafés do Brasil

As exportações brasileiras de café para o continente asiático, no período de janeiro a abril, foram de 2,52 milhões de sacas de café de 60kg, volume que representa crescimento de 29,9% em relação às exportações do mesmo período do ano passado.

Com uma participação de 19,3% do total das exportações brasileiras de café no período, o continente asiático gerou uma receita cambial de US$ 342,3 milhões, atingindo a terceira colocação dos continentes com maior volume de importação, precedido do segundo – América do Norte – com 21,6% de participação nas exportações, totalizando 2,83 milhões de sacas de 60kg e US$ 371,9 milhões de receita cambial.

O principal destino das exportações continua sendo o continente europeu, responsável por 52,9% do volume exportado, com 6,93 milhões de sacas e receita cambial de US$ 884 milhões nos primeiros quatro meses de 2019. Especificamente em relação ao continente asiático, vale destacar que o Japão, principal país importador da região, registrou um crescimento expressivo de 37,04%, se comparado com o mesmo quadrimestre do ano anterior (Embrapa Café).

Recuperação de crédito subiu 2,6% em abril

O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista – registrou alta de 2,6% em abril contra março, já descontados os efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo mês de 2018, porém, houve diminuição de 5,4%, de forma que, no ano, o indicador acumula queda de 6,2%.

Se, por um lado, o indicador de inadimplência vem apresentando queda em 12 meses, sugerindo que boa parte dos consumidores estão conseguindo manter em dia o pagamento de novas dívidas, por outro lado, o indicador de recuperação também segue em queda nessa base de comparação (1% em abril), sinalizando dificuldade dos endividados de reequilibrarem a sua situação financeira.

Os elevados níveis de desocupação e subutilização da mão de obra, somados ao fraco crescimento da renda, ajudam a explicar a tendência de queda da recuperação de crédito. Apesar da alta de abril, que, em si, é uma notícia positiva, ainda é cedo para falar em mudança de tendência, uma vez que não há qualquer indício de alteração consistente na situação do mercado de trabalho (Boa Vista SCPC).

 

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